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Sábado, Outubro 16, 2021

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“A realidade é sempre única”, por Vasco Damas

Agarrando num dos temas do momento mas focando-me apenas numa das suas variáveis, como por diversas vezes aqui o afirmei, as redes sociais são um excelente manual de como aprender a viver. Estão repletas de opiniões de paladinos detentores da verdade do pensamento e do comportamento que têm o objetivo de lutar por causas justas e assim proteger e alertar os menos atentos.

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Eu próprio, inconscientemente, o faço. Quando partilho as minhas opiniões faço-o com objetivo de influenciar, contagiar ou provocar reações, mesmo que o impulso inicial não tenha essa consciência.

Haruki Murakami ajudou-me a entender algo que o meu subconsciente sempre soube mas que o meu consciente nem sempre percebeu. “Não nos devemos deixar enganar pelas aparências, a realidade é sempre única”, mesmo quando somos traídos pelos nossos olhos ou pelo nosso cérebro e ela se esconda por baixo daquilo que estamos a ver ou daquilo que nos estão a “vender”.

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As redes sociais não são diferentes da vida ou talvez seja mais correto dizer que a vida não é muito diferente das redes sociais. Mesmo que possamos pensar que existe um mundo que separa o virtual do real, se observarmos com atenção vamos perceber que há vida no virtual e que existe uma realidade virtual dentro da vida real.

Confuso? Talvez, mas a evolução do conhecimento tem-nos mostrado que as verdades absolutas são cada vez mais relativas, mesmo que nos deixemos enganar pelas aparências e a realidade continue a ser sempre única.

E é aqui que entra a perspetiva, aquela que permite mudar a realidade de acordo com o ângulo em que é observada. Mas que fique claro que em momento algum me deixarei confundir pela diferença entre dizer e fazer. Em rigor, circunscrevo-me, única e exclusivamente, à verdade ou à realidade individual por trás de cada mensagem ou de cada publicação, sabendo que para cada uma há sempre uma motivação ou um fundamento. Aquele que o é de facto… ou aquele que querem que pensemos que é!

Talvez me tenha deixado entusiasmar e influenciar pelo 2º Festival de Filosofia que decorreu nos últimos dias em Abrantes ou então simplesmente tente ver para lá do manual da perfeição que emana de cada um de nós e que podia ter o título real que a virtualidade lhe confere, “A arte de saber fazer”, assumindo o risco por ter informação que a virtualidade e o virtuosismo caminham frequentemente em paralelo sem qualquer ponto de convergência com a realidade.

Ou isso ou alertar para trabalharmos o desenvolvimento de uma consciência analítica com capacidade e competência crítica com o objetivo de questionar a “realidade”, ficando assim a saber que, seja o que for ou onde for, mais cedo ou mais tarde, acabamos sempre por colidir com a inevitabilidade, que é como quem diz, por mais que a transfigurem, a realidade continuará sempre a ser única.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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