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Sexta-feira, Dezembro 3, 2021
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“A razão dos fundamentos”, por Vasco Damas

Futebol, política e religião são, historicamente, temas fraturantes e de difícil discussão porque a razão teima em estar obstinadamente SEMPRE do nosso lado. São temas proibidos que não permitem discussão nem apontamentos de humor porque rapidamente se resvala para a crítica vazia ou mesmo para o insulto gratuito.

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As redes sociais têm vindo a substituir as tertúlias de café e são um excelente viveiro para mostrar e estudar estes fenómenos, onde as pessoas se transfiguram… ou simplesmente se revelam… e rapidamente se deixam cair numa irracionalidade de argumentos que não admite contraditório.

É difícil manter o equilíbrio mesmo para quem se considera equilibrado e a razão dos fundamentos perde normalmente a razão porque se deixa cegar pela emoção.

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Fundamentos fundamentalistas que exacerbam paixões e que turvam a visão… principalmente a “visão” intelectual, que passa a argumentar apenas numa direção e que perde, por isso, capacidade de análise e de “visão” periférica.

Os factos existem para dar consistência à nossa posição e são ignorados quando inclinam a discussão a favor da outra posição.

Mesmo que do outro lado existam argumentos sólidos, lógicos e coerentes… apenas vemos o fervor dos outros sem nos apercebermos do nosso!

Razão irracional. É este o paradoxo que se transforma no paradigma da base instável que sustenta a razão dos fundamentos. Paradigma axiomático para nós, paradoxo patético para os outros. Sem fundamento no paradigma… com fundamento no paradoxo.

Nestes momentos e nestas “discussões” esquecemos que a roda das cores não é monocromática e que vida só faz sentido quando a “pintamos”, ou se preferirem, quando a vivemos na plenitude de todas as nuances e que o equilíbrio se atinge com a mistura de tonalidades mais escuras e mais claras… não esquecendo de usar a roda em 360º… porque a persistência numa obstinação monocromática, limita-nos e apenas nos torna mais azedos e menos felizes.

E quando tivermos a capacidade para nos afastarmos das nossas convicções fundamentalistas, começamos a perceber que nem sempre há razão nos nossos fundamentos… e começamos a ter mais razão nas nossas vidas!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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