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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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“A Nossa Emigração Trágica”, por Hugo Costa

Portugal é historicamente um país de emigrantes. As nossas comunidades levam o nome do país “aos quatro cantos do mundo”. Desde as gerações que saíram de barco para o Brasil, às gerações que fugiram a “salto” para a França, para as “bidonvilles”, até à última vaga de emigrantes, erradamente  convidados a sair.

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As histórias de sucesso são imortalizadas, mas, a maioria dos nossos emigrantes apresentam vidas de trabalho e sacrifício. Continuam a ser sempre emigrantes e amam o seu país, que muitas das vezes já não o reconhecem.

A frágil situação económica e social de muitos emigrantes é facilmente detetada, sendo uma realidade que muita gente não quer tocar, e mesmo a ascendência portuguesa de Ismael Omar Mostefai passou sem grandes referências.

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As tristes notícias desta tragédia que vitimou doze emigrantes portugueses que viajavam em condições ao que tudo indica não terem sido as mais adequadas, voltam a colocar a emigração portuguesa no centro das notícias de uma Europa marcada pela intolerância.

A minha primeira palavra vai para os familiares das vitimas. Muitos emigrantes portugueses ficam com as suas vidas ceifadas nas estradas da Europa. Este acontecimento deverá ter repercussões  para o futuro. Enquanto sociedade  não  devemos  permitir este tipo de “xico-espertismo”.

Quando falamos dos novos emigrantes, muitos de nós pensamos nos altamente qualificados, que dominam as tecnologias e as línguas. Mas, na realidade não são estes os únicos, nem são  sequer a maioria. Há muitos portugueses não qualificados que  emigraram, muitos desses passam por situações de desfavorecimentos sociais no país de acolhimento e não devemos esquecer.  Não é aceitável a existência de portugueses a viver pelo mundo, a passar fome e a viver da caridade. Foram em busca de um sonho, de estabilidade e nem sempre o conseguem!

Enquanto país devemos conseguir ter a capacidade de apoiar esses emigrantes. Portugal precisa de todos. O regresso de muitos jovens emigrantes é algo que é desejável, quer do ponto de vista económico, quer demográfico. E é este o desafio do nosso país!

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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