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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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“A morte do Pai Natal”, por Aurélio Lopes

Há pessoas que dormem como anjos! Há pessoas que são uns anjos, mas não dormem necessariamente como estes. E há pessoas que dormem e se comportam como tal! Na “santa paz do Senhor”, quero eu dizer. Sem querer parecer imodesto, penso que me incluo nesta última categoria!

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Por isso os meus sonhos são quase sempre, efetivamente, sonhos. Quase nunca, pesadelos! Para isso, já me basta a realidade!

Por isso me admirei por sonhar com a morte do Pai Natal. Não costumo sonhar com mortes. Dá azar! E logo com o Pai Natal! E ainda por cima um homicídio violento! Assassinado por radicais que o acusaram (vejam só) de discriminar as crianças! De só oferecer brinquedos às crianças ricas! De esquecer as crianças do Terceiro Mundo. Que morrem à fome de pão… e carinho!

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As coisas que se dizem!!

Enfim: uma tragédia!

O mundo perde, assim, o seu maior ícone mediático! Nunca mais se ouvirá o gutural e bonacheirão: Ho! Ho! Ho! Ho! Aliás, com o seu desaparecimento, tudo se desmoronou!

Com o desgosto, a “Mãe Natal” enlouqueceu de vez e acabou internada num hospício em Las Vegas!

Os “duendes” (em situação ilegal) foram deportados para a Irlanda; de volta à guarda dos seus preciosos “potes”.

Rodolfo e companhia, por falta das vacinas requeridas, recambiados pelos Serviços Sanitários para a Lapónia onde, consta, terem ainda parentes.

O trenó, apreendido, por prescrição da licença de voo!

E até o Palácio de Gelo do Pólo Norte, ameaçado já pelo aquecimento global, se desfez, literalmente, em água. Arrastando para o abismo hiante do oceano a prodigiosa fábrica de brinquedos.

E foi, precisamente, neste pavoroso momento apocalítico, que acordei estremunhado! Atarantado mesmo!
Ainda me custa a habituar à ideia de que foi um sonho!
Esforço-me, aliás, por entendê-lo como pesadelo!
Mas, não sei porquê, há qualquer coisa que mo impede!

Investigador universitário na área da cultura tradicional, especialmente no que respeita à Antropologia do Simbólico e à problemática do Sagrado e suas representações festivas, tem-se debruçado especialmente sobre práticas tradicionais comunitárias culturais e cultuais, nomeadamente no que concerne à religiosidade popular e suas relações sincréticas com raízes ancestrais e influências mutacionais modernas. É Licenciado em Antropologia Social, Mestre em Sociologia da Educação e Doutorado em Antropologia Cultural pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa.

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