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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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“A minha expectativa é mais real que a tua”, por Vasco Damas

Quem tem um iPhone acha que tem tudo menos bateria, quem compra outra marca de “smartphones” acha que tem o mesmo de quem possui um iPhone com o benefício de ter gasto menos dinheiro e normalmente com a vantagem de ter mais bateria. Mas quem tem um iPhone desvaloriza esses argumentos com o “ter” que confere um estatuto ao “ser” e que nunca será atingido pelos outros.

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A realidade terá outras variáveis, mas de forma linear é assim que a maioria dos seres humanos pensam. E pensam assim em quase tudo na vida, mesmo quando os assuntos são outros e têm outro nível de importância.

Pensam assim mesmo quando participam numa eleição e votam num candidato que julgam ser a salvação contra os pecados do mundo, ou pelo menos do seu país, mesmo que ele seja considerado a personificação do diabo por todos os outros que não votam nele.

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E é assim porque há uma grande diferença entre expectativa e realidade e a expectativa de cada um será sempre mais real que a dos outros. Mesmo para aqueles que opinam no conforto da distância, como é de resto o meu caso, mas como é o caso também de quem tem uma responsabilidade muito maior que a minha e faz afirmações eticamente irresponsáveis apenas justificadas com base num alinhamento ideológico.

Apesar de tudo, prefiro isto a coisa nenhuma, que é como quem diz, prefiro uma divergência de opinião em comparação com a inexistência de opinião, porque quem tem opinião abre espaço à discussão, sendo legítimo pensar que aqueles que fecham o espaço à discussão certamente não estão muito seguros dos argumentos que fundamentam a sua opinião.

Não pretendo fazer trocadilhos jocosos com um passado recente que subverteram algumas regras básicas a que estávamos habituados em democracia. Limito-me a analisar factos e a partilhar a minha opinião, afirmando sem recear que perde legitimidade quem achava que não e agora acha que sim apenas porque as cores que antes divergiam agora passaram a convergir.

Aprecio a coerência e a honestidade intelectual. Talvez seja por isso que não me revejo na generalidade da atual classe política. Mas ainda me faz mais confusão aqueles que replicam tiques embarcando em carneiradas amblíopes sem qualquer lógica que fundamente a sua opinião. Mas por tudo o que escrevi nesta crónica de opinião sou obrigado a dar-lhes o benefício da dúvida. Caso contrário, nada do que escrevi fazia sentido.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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