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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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À Mesa com…Ricardo Aires, no Centro Geodésico de Portugal

Ricardo Aires, 45 anos, natural da Sertã, professor de educação física, tomou posse como vereador da Câmara Municipal de Vila de Rei em abril de 2003, sendo Irene Barata a presidente da autarquia. Pouco depois, tornou-se vice-presidente e, em 2013, foi eleito presidente do município que assinala o Centro Geodésico de Portugal. Ricardo Aires, casado e com dois filhos, foi professor de ensino básico formado pela Escola Superior de Educação de Castelo Branco e o apelo pela participação cívica e política conduziram a sua vida e a da sua família para um trabalho incessante que visa fazer de Vila de Rei, um município muito marcado pela interioridade, um território vivo e vivido.

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Com uma pontualidade britânica, Ricardo Aires chegou ao Museu da Geodesia, no centro geodésico de Portugal, às 10:00 de uma manhã de sol e com um brunch (pequeno almoço tardio) preparado com pão acabado de cozer nos fornos de Vila de Rei, sumo de laranja fresco, das laranjeiras da avenida da Câmara, bolinhos caseiros, compotas, marmelada, tijeladas à moda de Vila de Rei, mel dos apicultores concelhios, e enchidos frescos e fatiados. Estava dado o mote para uma conversa à mesa com Ricardo Aires, o homem, o cidadão e o presidente da CM de Vila de Rei.

Porque escolheu o Museu da Geodesia, no Centro Geodésico de Portugal, para este brunch (pequeno almoço a meio da manhã)?

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O Museu de Geodesia é um dos principais cartões de visita do Concelho de Vila de Rei e um ponto de passagem quase obrigatório para todos os que nos visitam. Para além disso, contamos com uma vista fantástica, em 360º, que transmite calma e tranquilidade.

Daqui, do alto do Picoto da Melriça, avista-se uma paisagem deslumbrante em 360º em redor e com um silêncio só quebrado pelos pássaros, pelo vento, e pelos turistas. É uma pessoa que se sente bem no meio da natureza, aprecia a tranquilidade do campo?

Vila de Rei é um local excelente para aproveitar a tranquilidade que a natureza nos transmite. Gosto de me ver rodeado por esta tranquilidade, tal como a grande maioria dos Vilarregenses e dos turistas que nos visitam à procura desta mesma calma.

A seleção para este ‘brunch’ foi feita por si? O que significa toda esta panóplia de frutos naturais, sumos de fruta, compotas e doces locais?

A gastronomia é também um dos pontos fortes do Concelho de Vila de Rei. Estas frutas, sumos e doces são apenas alguns dos exemplos daquilo que temos para oferecer. Os tradicionais enchidos, queijos e mel, bem como o peixe de rio, por exemplo, são motivos por si só suficientes para que uma visita a Vila de Rei faça valer a pena.

Foi aqui que a autarquia investiu recentemente em melhores acessos ao centro geodésico e criou um Museu da Geodesia. O que divulga este Museu e como tem sido ao nível da visita de turistas?

Como já referi, o Museu de Geodesia é um dos principais ex-libris do nosso Concelho, tendo conseguindo ultrapassar a barreira dos 20.000 visitantes anuais por várias vezes. O seu interior possui importantes ferramentas pedagógicas nas áreas da física, geofísica, matemática, geodinâmica e engenharia que desafiam o conhecimento dos nossos jovens. A área exterior, agora reformulada e com melhores acessos, possui uma área de merendas com sombras, a pirâmide do Centro Geodésico de Portugal e uma vista e paisagem fantásticas.

Como se deu a descoberta de Vila de Rei? Foi pela atividade profissional, enquanto professor?

Vila de Rei era um Concelho que conhecia já relativamente bem. Mas foi quando, em 1998, a atividade profissional me trouxe para Vila de Rei que me pude inteirar melhor sobre a realidade e as condições do Concelho, dos seus habitantes, da sua história e das suas enormes potencialidades.

Foi importante este trabalho de proximidade com Irene Barata, anterior presidente da autarquia, em termos de experiência e saber acumulado, tendo em conta que hoje ocupa um cargo com esta responsabilidade?

O trabalho desenvolvido ao lado de Irene Barata foi de extrema importância para que agora pudesse desempenhar este cargo. Poder aprender diretamente com uma pessoa tão experiente e com um trabalho tão notoriamente desenvolvido no Concelho de Vila de Rei foi uma ajuda fulcral na minha evolução profissional e permitiu-me estar preparado para este grande desafio que é ser Presidente do Município de Vila de Rei.

É uma pessoa madrugadora? Como é que é a sua rotina diária?

Tenho por hábito levantar-me cedo, mesmo aos fins-de-semana. Após acordar, ajudo a preparar os filhos para a Escola, onde depois os deixo, e sigo para o edifício da Câmara Municipal para mais um dia de trabalho.

Vai sempre almoçar a casa? É bom cozinheiro? Qual o seu prato favorito?

Felizmente consigo almoçar em casa muito frequentemente, exceto quando a atividade profissional o não mo permite. Como cozinheiro diria que sou razoável, se bem que não me assusta nada ter que cozinhar.

Tem algum hobbie? Qual o seu clube de coração? Como passa o tempo com os seus filhos? Leva-os às praias fluviais do concelho, ao cinema, ao futebol?

Durante os tempos livres, gosto e procuro passar algum tempo de qualidade em família. As idas ao futebol e às Praias Fluviais são dois exemplos das atividades que procuramos fazer e que tanto agradam a mim e às crianças. Como clubes de coração tenho dois: o Sport Lisboa e Benfica – onde fui inclusive Presidente da Direção da Casa do Benfica de Vila de Rei durante dois mandatos – e, claro, o Vilarregense Futebol Clube onde desempenhei igualmente funções enquanto treinador, dirigente e Presidente da Assembleia Geral.

Alguma vez se sentiu injustiçado no desempenho do seu cargo?

Quem ocupa cargos de responsabilidade política está sempre sujeito a que o seu trabalho seja debatido e apreciado – com críticas positivas e negativas – pela opinião pública. No entanto tenho a consciência tranquila que sempre fiz o melhor que estava ao meu alcance em prol dos Vilarregenses e sei que a sua grande maioria sabe apreciar todo o meu esforço pessoal e da minha equipa de trabalho no desenvolvimento desse trabalho.

É público que vai voltar a concorrer à Câmara Municipal. Com que espírito parte para mais um mandato?

Parto para esta candidatura com o desejo de continuar o trabalho já desenvolvido. Este executivo conseguiu apresentar bastante trabalho realizado ao longo destes últimos quatro anos, mas queremos que tenha sido apenas o início de um projeto de desenvolvimento sustentado. Temos ainda muito trabalho a desenvolver e sabemos que temos as condições e características para o implementar.

Vila de Rei tem muitas potencialidades. Quais destaca?

Para além do Centro Geodésico de Portugal, motivo pelo qual Vila de Rei é bastante conhecida, tenho que destacar as Praias Fluviais do Concelho – Bostelim, Fernandaires, Pego das Cancelas, Penedo Furado e Zaboeira – que recebem largos milhares de visitantes todos os anos. A Aldeia do Xisto de Água Formosa, os diversos Museus, os magnifícios Percursos Pedestres são igualmente fortes motivos para uma visita ao nosso Concelho.

Até ao último domingo decorreu mais uma edição da Feira de Enchidos, Queijo e Mel. O que destaca, de toda envolvência e participação, sendo que este evemto representa como que um cartão de visita de Vila de Rei?

Como principal certame do Concelho, a Feira de Enchidos, Queijo e Mel é uma importante montra para que a nossa indústria, comércio e artesanato se possam mostrar. Quem visita este espaço sai satisfeito com a qualidade e variedade dos produtos apresentados, do programa da Feira e de todas as atividades paralelas à sua realização. É um evento que nos orgulhamos de organizar pela importância que sabemos ter para a dinamização da economia local.

Por fim, um brinde! A que brinda o presidente da Câmara de Vila de Rei?

Aproveito para brindar a todos os Vilarregenses, agradecendo o seu apoio e auxílio no objetivo comum de tornar Vila de Rei num local ainda melhor, com todas as condições para atrair investimento, riqueza e habitantes.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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