“A frente sindical na luta pela democracia”, por Sérgio Ribeiro

(proposta para divulgação de um encontro-debate na Universidade Popular do Porto)

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Nos anos 60 do século passado, já lá vai meio século…, Portugal vivia contra “os ventos da História” (expressão de Salazar). Em regime fascista, sangrado numa absurda guerra colonial, com os portugueses a forçarem saídas para o País fechado e enquistado. Pela emigração “de salto”. Pela resistência contra o que oprimia e reprimia.

Mais por repulsão que por atracção, abriam-se caminhos para uma Europa que ainda tinha um significado e não era um enganador sinónimo; nas fronteiras nossas, resistia-se organizada e clandestinamente e por outras formas de luta.

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A luta económica dos trabalhadores tomava expressão e apoiava-se na inevitabilidade dos ventos que sopravam no sentido da História. A economia tinha de crescer, impunham-se frestas nas relações laborais, sobretudo pelas dinâmicas internas mas também por pressões exteriores, por convenções internacionais.

O sindicalismo tornava-se uma frente de luta. De uma luta mais larga, pela liberdade, pela democracia. Como forma da luta económica dos trabalhadores, como classe para si, associava, procurava modos e exemplos. Como o dos caixeiros e o horário de trabalho. A legislação adaptava-se. E dela se aproveitavam portas entreabertas, apenas entreabertas para tornar aceitáveis as aparências de democracia. De mudanças para servirem a continuidade

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O decreto-lei 49212, de 1969, foi uma espécie de gazua. A contratação colectiva tornava-se possível. Desde que houvesse quem o soubesse aproveitar. Às suas estapas – proposta, negociação, conciliação, arbitragem.

Em 1971, o contrato dos metalúrgicos foi caso. Entre outros. Foi sinal e pegada na caminhada para a democracia.

Um árbitro indicado pela Federação dos Sindicatos escreveu uma carta a um dirigente sindical, (27.05.1971) formalizando uma relação então importante no processo. Dela se transcrevem dois parágrafos. Para introduzirem o reencontro, 45 anos passados.

Dois parágrafos da “carta do árbitro ao dirigente sindical”:

SERGIO1

SERGIO2Para um encontro de amizade e recordação? Não só! Como então, com intenção de reforçar, nas condições de hoje, a mesma luta pela democracia.

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