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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“A europa ao contrário, temos muito para ensinar. Este é o momento!!” por Carlos Alves

De tudo o que existe, do que os homens fazem ou deixam de fazer, o que mais aprecio é a rebeldia e a seguir a sinceridade. Por minha conta e risco prefiro vender alma ao diabo do que pensar de outra forma e nada tem a ver com o carismático sentido das virtudes, ou simplesmente o juízo final do comportamento humano. É assim que penso e ponto final. O tempo precioso que perdemos é uma gramática em branco, é a expressão da porta invisível que nunca mais se abre.

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Não é porque haja uma colossal maioria de gente grisalha que não impere uma cultura de esmagamento. Estou triste com esta fúria de incompetência que grassa por esta europa. Pensa que é alguma anedota? Antes fosse. A imbecilidade, a indiferença espartilhada dos povos arruína qualquer povo, mesmo aquele à beira-mar plantado. Temos que ser pedantes, viris nas nossas afirmações para os políticos apoiarem quando gostarem ou então gargalharem quando não lhes convir, símbolo sonoro da idiotice.

Eu sou daqueles que pertenço a uma geração de revolucionários que ajudou a construir gerações construtivas. Digo até mais: é necessário intensificar a própria vida, fazê-la explodir para a entender. Não podemos ser fracos nem decadentes enquanto europeus. Temos uma pátria que somos nós todos e é a todos que a opinião política se deve vergar e não prejudicar o interesse comum do seu território em favor do ideal político. Deixemo-nos de saudosismos escabrosos, de nostalgias mórbidas e temperamentos esgotados que só nos prejudicam. Utilizemos o fado e a saudade como uma manifestação de raça pura, que personifique a fé. A fé é o significado daquele que dispõe duma razão.

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A simbiose entre a rebeldia e a sinceridade precisa debilitar a desordem dos governos. Temos que ser nós a prosperar. É preciso conhecer os sentimentos ativos: o dinamismo, o não ter medo do perigo, a ousadia, o inconformismo, a insubmissão. É preciso destruir o nosso sebastianista de beira-mar.

Rebeldia e sinceridade, são as duas palavras postas ao lado uma da outra para indicar a única via onde devem seguir todas as pessoas. E não nos interessa outras vias, porque essas são proibidas e se nos enganássemos e fôssemos em alguma direção errada não chegaríamos ao fim da nossa viagem. Estamos condenados a entendermo-nos como fez Adão e Eva. O problema foi o que veio depois, cada um foi pelas suas ideias. O mesmo aconteceu com Abel e Caim. Nesta impossibilidade de refrear a mente humana, cada um caminha para o seu próprio abismo onde as vítimas da tragédia jazem amontoadas e cheias de morfina. Hoje neste admirável mundo novo acabemos com as sacudidelas da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, de baixo para cima e de cima para baixo. A Humanidade, não é nenhuma agência de empregar amigos e parentes, é supostamente a via para colocar toda a gente nos seus devidos postos deste mundo! É para todos.

Nós os portugueses pertencemos à orbe, à Europa e a Portugal. Somos apenas uma única, inteira e não três coisas distintas. Deixemo-nos de estar dentro de nós próprios de cultivar a nossa própria personalidade. O indivíduo nunca pertenceu a si mesmo, pertence à sua comunidade. E a sua comunidade é a sua própria terra e tudo o resto: o mundo inteiro.

Queremos uma europa onde as nações sejam elas próprias, que atinjam o seu auge, só assim se atingirá o acordo, a colaboração. Não queremos uma europa dividida em pequeníssimos pedacitos, reduzida a grãos de areia. A complacência e a simpatia entre estas duas palavras, rebeldia e sinceridade têm de ser o movimento que declare guerra aos trapaceiros e safardanas.

E onde estão as raridades de exceção da humanidade, da sociedade, os valores dos europeus! Onde estão eles? Mortos uns, destroçados outros, asfixiados todos!

Correm pela Europa inteira raciocínios que demonstram que estamos perante uma geração de sacrificados que vivem em branco, alheados da sua própria personalidade. Geração sacrificada mas lúcida. Nada mais resta do que gritar e arranjar tempo para começar. Tudo já foi escrito, tudo já foi organizado para salvar a Humanidade, só falta uma coisa: salvar a Humanidade.

Aos que ignoram que os invólucros estão pestanejando, vistam outra indumentária e não se esqueçam que águas passadas ainda movem moinhos. Cuidem-se! Hitler, Salazar, Mussolini saem todas as madrugadas das suas tumbas e vêm encarnar todos os dias em milhões de congéneres seus, como se se estivesse a formar uma nova humanidade de avantesmas que há de substituir uma humanidade sem remédio de carne e osso.

Ora meus senhores, evitemos então o descalabro a que estamos sujeitos, deixemo-nos de incubações de nós próprios e saíamos do letargo secular com que nos brindam estoicamente os ardilosos cabotinos de manga de alpaca. Tenhamos serenidade.

Este é o momento!


Este mundo,

Morre de tédio, cheio de dor,
Que subtilmente humilha.

E nós?

Cantamos, bebemos,
Tocamos música de seda,
Embalamos a noite e o dia,
E no fundo da escuridão,
O vento gira, a água cai.

E nós?

Giramos ao sabor da ruína.
Por isso, quero sonhar,
Abraçar a vida,
Sem sucumbir à letargia.

Escrever um poema alegre
Que fale de perfume,
De estrelas escondidas.

E nesta serenidade,
Sem lágrimas, levar comigo,
A felicidade.
Este é o momento!

É albicastrense de gema, mas foi em Malpique (Constância) e em Tramagal (Abrantes) onde cresceu e aprendeu que a amizade e o coração são coisas imprescindíveis na valorização do ser humano. Vive no Entroncamento. Estudou conservação e restauro e ciências sociais. É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE). Trabalha na área de informática. Participou em várias Antologias Poéticas e escreveu o livro “Diálogos da consciência” que serviu para se encontrar consigo próprio numa fase difícil da sua vida. Acha que o mundo poderia ser melhor, se o raciocínio do Homem fosse estimulado. A humanidade só tem um caminho que é amar, amar por tudo e amar por nada, mas amar.

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