“A essência das pessoas”, por Vasco Damas

Foto: DR

“Podemos enganar alguns durante algum tempo, podemos enganar alguns durante todo o tempo mas não conseguimos enganar todos durante todo o tempo.” A frase não é nova mas mantém-se atual e é nos pormenores que nos continuamos a revelar e a mostrarmos quem somos.

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Gosto da transparência das pessoas genuínas que se mostram corajosas e disponíveis em resultado da situação e não apenas do proveito da sua situação.

Prefiro a coerência que se mantém firme embora tolerante e disponível para analisar o contraditório, mas aceito a incoerência quando ela é fundamentada e alicerçada em bases sólidas porque tenho consciência que, apesar de a verdade ser sempre única, a perspetiva confere-lhe a dinâmica que a pode alterar sem a mudar.

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Aquilo de que não gosto é de jogos travestidos que simulam simpatias como estratégia para ajudar na concretização de objetivos. Os pormenores referidos no primeiro parágrafo fazem e, farão sempre a diferença, porque o carácter revela-se nesses pequenos detalhes.

Em determinado momento num passado recente, escrevi por aqui que me sentia tranquilo porque, independentemente da situação, acreditava que conseguiria manter a minha essência e, se alguma coisa mudasse, não teria sido eu, teriam sido os outros.

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Os últimos dias deram-me parte da resposta na avaliação de quem é quem. Resposta em forma de verticalidade, de sobriedade, de carácter, de elevação e de amizade, mostrando-me que continuam a ser aquilo que sempre foram. Mas resposta também em forma de silêncio, de esquecimento ou simplesmente de mudança de atitude, mostrando e revelando que, afinal, talvez sejam diferentes daquilo que pareciam que eram.

Felizmente, o saldo é largamente positivo e os que fizeram questão de se fazer ouvir, cilindraram copiosamente aqueles que optaram pelo silêncio. E ao contrário do que aparenta, esse silêncio diz muito porque grita bem alto e revela o verdadeiro carácter de alguns “lobos com pele de cordeiro”.

É que as nossas atitudes são genuínas quando são praticadas com aqueles que não nos podem permitir conquistar nenhum tipo de benefício. Quando tivemos determinado comportamento durante anos e o alteramos quando as circunstâncias mudam, podem argumentar o que quiserem e até podem invocar coincidências, mas a verdade é que nesta altura da minha vida, há muito deixei de acreditar em coincidências e essa alteração limita-se a revelar complexos de inferioridade escondidos debaixo de uma capa de complexos de superioridade.

Seja como for e de que maneira for, a vida seguirá o seu rumo e as pessoas continuarão a fazer parte do caminho. Tenhamos a perspicácia de manter por perto aquelas que valem a pena e que nos contagiam positivamente e respeitemos o distanciamento social daquelas que são tóxicas. A nossa saúde agradece!

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