Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quarta-feira, Agosto 4, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

À Descoberta | Um mergulho sem medos nos Olhos de Água (c/vídeo)

A nascente do rio Alviela deu a Alcanena uma praia de águas límpidas, bem junto ao local onde nasceu o seu famoso Centro de Ciência Viva. Na Louriceira, terra do aqueduto que faz ligação ao de Lisboa, a nascente dos Olhos de Água é uma das mais importantes do país. Por ali passam os caminhos de Santiago de Compostela e de Fátima. Se uns lamentam as mudanças no caudal que diminuíram a profundidade dos limites da praia fluvial (não tem mais que um metro na sua maioria) e lhe retiraram os nadadores-salvadores, outros salientam que é dos melhores sítios para se trazerem as crianças.  

- Publicidade -

Tem sido um verão recheado de banhistas, admite quem conhece bem a praia fluvial dos Olhos de Água. A limpidez das águas, a boa acessibilidade, equipamentos disponíveis (bar, wcs, contentores do lixo, parque infantil, parque de merendas e até alguns grelhadores, parque de estacionamento) e relativa tranquilidade são as vantagens apontadas por quem por ali se deixa esquecido ao sol, comendo um gelado ou aproveitando a fluidez das águas. Há ainda os percursos pedestres, o Centro de Ciência Viva do Alviela, o BTT.

foto mediotejo.net
Foto: mediotejo.net

- Publicidade -

Um dos pontos fortes do espaço, refere Pedro Silva, que trabalha no Bar-Restaurante há 15 anos, é a água estar “sempre em condições”, além da proximidade da nascente, que se torna outro atrativo. “Passam aqui muitos alemães, italianos, espanhóis”, reflete. Não sabe explicar como encontram eles o sítio, fora das rotas turísticas, mas admite que o facto de por ali passarem os caminhos de Santiago pode contribuir para o passa-a-palavra. De junho a setembro, até ao início das aulas, a praia permanece cheia. No inverno os turistas surgem ao fim-de-semana.

O aviso não impede que algumas crianças saltem para a água, numa praia que tem bem visível a mensagem de que não é vigiada. foto mediotejo.net
O aviso não impede que algumas crianças saltem para a água, numa praia que tem bem visível a mensagem de que não é vigiada. Foto: mediotejo.net

Esta “é também uma das maiores colónias de morcegos da Europa”, constata, referindo ainda que um dos pontos de interesse dos Olhos de Água é o “Poço Escuro”, um trajeto de um quilómetro que, quando chove, se transforma também ele numa nascente. Em domingos de muito calor, comenta Pedro Silva, os visitantes são às centenas, consumindo-se no Bar quatro quilos de café e três arcas cheias de gelados.

O nome “Olhos de Água” faz referência aos vários pontos de saída da nascente do Alviela (um permanente e outro, junto ao principal, temporário). O “Poço Escuro” é um terceiro ponto de extravasamento de água. Segundo a página do Centro de Ciência Viva do Alviela, “a nascente dos Olhos de Água do Alviela é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de metros cúbicos de água por dia (pico de cheia).

Desde 1880 até bem próximo da atualidade, a nascente do Alviela foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através do Aqueduto do Alviela), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país”. “Situa-se na transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo. A sua bacia de alimentação estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrâneos até chegar à nascente”.

foto mediotejo.net
Foto: mediotejo.net

Um busca pela internet e encontram-se facilmente referências. Foi assim que algumas pessoas com quem o mediotejo.net falou descobriram o espaço. Já a família de Emanuel Luís, de Almeirim, veio pelo passa-a-palavra. Em tempo de férias, é ali que tem passado os dias. “É mais tranquilo e sossegado, a água estás sempre a correr, só é pena não haver areia de praia”, comenta rindo. A segurança das praias fluviais é outra característica que o atrai, menos incertas que as praias junto ao mar, sobretudo para quem traz crianças.

saída principal da nascente. foto mediotejo.net
Saída principal da nascente. Foto: mediotejo.net

Para os mais ousados, os percursos pedestres estão bem marcados e não oferecem grande dificuldade. Há sombra e o espaço mantém-se limpo, notando-se apenas algum lixo junto ao estacionamento. O parque no entanto é amplo e próximo da praia e a polícia vai passando, conforme o mediotejo.net pôde constatar no local, além de estar um segurança colocado à entrada.

Um cenário tranquilo, no interior do Médio Tejo.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

3 COMENTÁRIOS

  1. Mas atenção. Das fotos inseridas na noticia infere-se que, para além da praia não ser vigiada, também é proibido mergulhar. Vejam bem as fotos. Portanto, o titulo da noticia não me parece muito feliz.

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome