Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Domingo, Novembro 28, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

À Descoberta | Parque Ambiental de Santa Margarida, o coração verde da vila poema (c/vídeo)

Para uma visita ou um passeio ao fim de semana pelo coração verde do concelho de Constância, convidamos o leitor a partir à descoberta do Parque Ambiental de Santa Margarida e do seu ecossistema onde, dos amplos espaços verdes a chamar por um piquenique à moda antiga ao resguardado mundo tropical das borboletas, a biodiversidade é rainha.

- Publicidade -

Na aldeia de Vale de Mestre, na margem sul do concelho de Constância, para lá do Tejo existe um lugar onde a simbiose com a natureza encanta todos quanto arriscam entrar pelo portão verde gradeado. São cerca de seis hectares de um ecossistema natural onde insetos, anfíbios, mamíferos, répteis e aves habitam em liberdade por entre as plantas, árvores e vegetação, num ambiente onde a preservação do estado orgânico é palavra de ordem.

Estamos no Parque Ambiental de Santa Margarida (PASM), na aldeia de Vale de Mestre, freguesia de Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância. Aqui, onde outrora se situava o leito do rio Tejo, a proximidade com a natureza funde-se com momentos de lazer e de aprendizagem – este último um dos pilares do parque, a vertente didática e pedagógica.

- Publicidade -

À entrada, saltam à vista as espécies vegetais (grande parte, autóctones). Estamos junto ao jardim das plantas aromáticas e medicinais, um dos pontos didáticos do parque. Da alfazema às silvas, da erva de São João à erva príncipe, dos orégãos ao loureiro, aqui ficamos a conhecer os aromas de espécies europeias, americanas, africanas e até asiáticas. Ao longo do jardim, tal como acontece pelo resto do parque, os matos mediterrânicos, sobreiros e pinheiros, envolvem-nos num cenário verdejante e campestre que nos abstrai do resto mundo, lá fora dos portões.

Com 19 anos de existência (e nos últimos dois anos alvo de intervenções de requalificação por parte da autarquia), com cerca de 30 mil visitas anuais e de portas abertas todo o ano, são diversas as atividades que dinamizam este espaço: desde circuitos de interpretação ambiental, visitas guiadas, passeios pedestres interpretativos e atividades específicas para o público escolar, sem esquecer as sessões de contos, momentos de chás e conversas sobre plantas, peddy papers e até observação noturna de borboletas.

Mas há muito mais para explorar neste paraíso verde. Uma caminhada ou corrida pelos percursos ao ar livre, com passagem pelas máquinas de ginástica de manutenção, um almoço de família com uma churrascada feita nos grelhadores do Parque de Merendas ou um jogo de futebol entre amigos no Campo de Jogos.

Para os mais contemplativos, estão à disposição os lugares do anfiteatro ao ar livre, com vista para o espelho de água do parque. Já para os mais aventureiros, aconselha-se a subida à torre de observação, de onde se avista a imensidão da paisagem em redor.

Ainda com um parque infantil com as atrações que os mais pequenos gostam, como os baloiços e escorregas, destaca-se no Parque Ambiental de Santa Margarida com letras grandes o espaço “Ecoteca”. Com um centro de documentação ambiental e espaço de internet com computadores, esta casa inserida no meio do parque conta ainda com um posto de leitura da biblioteca municipal Alexandre O’Neill e uma pequena loja, acolhendo também exposições e outros eventos.

Borboletário Tropical, o encantado mundo das borboletas

Da Ecoteca avista-se em frente outro dos ex-libris do parque, o Borboletário Tropical. Espaço de referência para os amantes de borboletas, e não só, a vastidão de espécies que esvoaçam pelas quatro paredes deste espaço, nas suas mais variadas formas, cores e tamanhos, enfeitiçam-nos o olhar à entrada.

Primeiro, entramos por uma primeira porta, que separa a rua do borboletário. Depois, uma segunda porta leva-nos a emergir num ambiente quente e húmido (próprio dos trópicos), criado propositadamente para que aqui existem condições para o desenrolar completo do ciclo de vida destes insetos, desde o ovo à lagarta, da crisálida à fase adulta da borboleta propriamente dita. “As borboletas são muito sensíveis a todas as alterações de habitat, clima, poluição, daí muitas espécies estarem a desaparecer”, explica-nos Tiago Lopes, responsável técnico do PASM.

ÁUDIO | Tiago Lopes explica o porquê de um Borboletário Tropical

Com um tempo médio de vida entre uma semana a um mês, aqui as borboletas (todas espécies tropicais) vivem envoltas em vegetação e o objetivo diário dos técnicos é um: garantir o equilíbrio necessário para a sua vivência e reprodução. “Como as borboletas vivem pouco tempo, todos os dias há borboletas a nascer, todos os dias há borboletas a morrer”, diz-nos o responsável que adianta ser impossível definir um número de indivíduos presentes no borboletário – não obstante se tente que haja sempre entre 60 a 100 borboletas de cerca de 10 a 14 espécies.

Caracterizado pela sua dinâmica e com foco na vertente pedagógica, o Borboletário Tropical recebeu em 2019 (o último ano de funcionamento normal antes do aparecimento da pandemia de Covid-19), mais de 14 mil visitantes. Com 8 anos de existência, este lugar mágico dá-nos uma perceção maior sobre o mundo dos insetos, com as visitas guiadas dos técnicos onde ficamos a saber do importante papel polinizador das borboletas, da sua fundamental simbiose com as plantas e até da sua reação perante a presença das pessoas.

ÁUDIO | Tiago Lopes fala-nos sobre a ligação entre plantas, borboletas e pessoas

Ao sairmos do Borboletário, fica a aprendizagem: “O que nós queremos é que todos percebam que, independentemente de gostarmos ou não de algum de inseto, todos eles são importantes. E se é verdade que algumas espécies nos incomodam muito e até se transformam em pragas, se elas desaparecessem do nosso planeta, todos os ecossistemas iam colapsar e não tínhamos muito futuro como espécie”, conforme elucida Tiago Lopes.

As visitas ao Borboletário Tropical são sempre acompanhadas por um técnico do PASM, tendo de ser previamente agendadas, através dos contactos parqueambiental@cm-constancia.pt ou 249 736 929. O preçário pode ser consultado AQUI.

Como chegar ao PASM: Estrada Municipal 592, Vale de Mestre, 2250-282 – Santa Margarida da Coutada.

Horário: Aberto todos os dias exceto 1 de janeiro e 25 de dezembro: de abril a setembro – 08h30 – 20h00; fevereiro, março e outubro: 08h30 – 19h00; novembro, dezembro e janeiro: 08h30 – 18h00.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome