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Domingo, Novembro 28, 2021

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À Descoberta | Fauna e flora do Médio Tejo

O Goraz ou Garça-noturna (Nycticorax nycticorax) é uma garça de médio porte, pertencente à família Ardeidae. Os dois sexos no estado adulto são semelhantes, com a plumagem maioritariamente cinzenta, branca e preta. O bico, a coroa e o dorso são pretos, os flancos cinzentos e a garganta e partes inferiores são brancas. Os olhos são vermelhos. Na plumagem nupcial os adultos apresentam duas ou três longas plumas brancas na cabeça, que no macho são cerca de 5 cm mais compridas do que nas fêmeas. O juvenil apresenta uma plumagem muito diferente da do adulto, maioritariamente castanha e pintalgada de creme. O bico e os olhos são amarelos.

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Contrariamente às restantes espécies da sua família, o Goraz tem uma atividade predominantemente nocturna durante a maior parte do ano, com excepção da época de reprodução. Durante o dia estas aves encontram-se escondidas nos dormitórios, em zonas de densa vegetação, pelo que a sua observação torna-se muitas vezes difícil.

O Goraz é uma espécie com uma distribuição alargada a nível mundial, estando presente na América do Norte e do Sul, em África, na Europa e nas zonas quentes da Eurásia, até ao Japão. Na Europa a sua população está estimada em 50.000-70.000 casais reprodutores, concentrando-se em Itália e na Rússia cerca de metade. A maioria da população reprodutora na Europa inverna em África, a sul do Sahara, com excepção para uma população que inverna no Egipto, ao longo do rio Nilo.

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Em Portugal o Goraz é uma espécie estival rara, estimando-se que o efetivo populacional ronde os 60 casais. Tem o estatuto de “Vulnerável” por perda e degradação dos habitats naturais, semi-naturais e artificiais.

Como foi referido anteriormente, devido aos seus hábitos predominantemente crepusculares ou noturnos, o Goraz é uma garça de difícil observação. A bacia do Rio Tejo constitui o local onde a espécie é mais abundante, nomeadamente no Paul do Boquilobo e no Paul de Muge. Ocorre também nas cidades de Tomar e Torres Novas.

A dieta desta espécie é composta maioritariamente por peixe e anfíbios, incluindo também insectos, crustáceos e pequenos mamíferos. Mais raramente alimenta-se de aves, répteis, moluscos, vermes e aranhas, que obtém ao caminhar em águas pouco profundas ou permanecendo imóvel, à espera.

FONTE: Naturlink (Teresa Catry).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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