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Sábado, Outubro 23, 2021

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À Descoberta | Fauna e flora do Médio Tejo

A amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum) é uma espécie nativa do Japão, com uma distribuição ampla no Oceano Índico e Pacífico, que pode ser encontrada em ecossistemas de estuários e de lagoas costeiras. É uma espécie filtradora e suspensívora, ou seja, que captura as partículas alimentares suspensas na água. Alimenta-se de fitoplâncton e também da matéria orgânica que se deposita no fundo dos estuários e lagoas costeiras.

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Este bivalve possui uma concha sólida de forma oval e coloração branca, creme ou cinzenta, por vezes com tons acastanhados, que apresenta padrões variados. As valvas – as duas metades da concha – são simétricas, com estrias serradas concêntricas e radiais.

O primeiro registo da presença de amêijoa-japonesa tem quase 40 anos: é de 1984, na Ria Formosa, onde terá sido introduzida por aquacultores, que terão trazido esta espécie de Espanha e de França por saberem que tinha um crescimento rápido e bom valor comercial. Depois disso, terão sido os mariscadores a introduzi-la noutros sistemas, como o estuário do Tejo, a Ria de Aveiro e o estuário do Sado. Atualmente, está presente em quase todos os sistemas estuarinos e lagunares em Portugal.

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É impossível erradicar as populações desta espécie, uma vez que tem uma elevada fecundidade, é tolerante a uma grande variedade de condições ambientais e oportunista em relação à disponibilidade de alimentos.

Por isso, a melhor forma de evitarmos os seus impactos é mesmo prevenir a sua introdução onde ainda não ocorre, nomeadamente nos sistemas estuarinos e lagunares a norte da Ria de Aveiro. Também não há registos da sua ocorrência nos estuários do Mira e nos sistemas lagunares da Costa Alentejana, Ria de Alvor e estuário do Guadiana.

IN: Wilder
Exemplar fotografado em Tramagal em 17-09-2021

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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