À Descoberta | Fauna e flora do Médio Tejo

O Inseto-pau, como o próprio nome indica, é um inseto que é muito semelhante a um pequeno galho de uma árvore, um pequeno pau de madeira. Desta forma é o disfarce ideal para se ter como camuflagem, no meio da vegetação. O inseto pau, também conhecido como bicho-pau, juntamente com o inseto-folha (ou bicho-folha) compõem a Ordem Phasmatodea, que contêm aproximadamente 3 mil espécies de insetos.

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O tamanho dos insectos-pau varia consideravelmente, havendo espécies como Timema cristinae (espécie norte-americana) que mede cerca de 11,6 mm de comprimento, até espécies como Phobaeticus kirbyi (espécie do Bornéu) que pode chegar a medir mais de 55 cm com as suas pernas esticadas, sendo dos maiores insectos do mundo. Normalmente as fêmeas são maiores que os machos.

Os insectos desta Ordem normalmente mimetizam a cor do ambiente em redor, costuma ser verde ou castanho. Porém há espécies que apresentam cores brilhantes ou mesmo riscas. A maior parte das espécies apresenta asas, alguns possuem asas magníficas enquanto outras parecem apenas um nó no corpo do insecto. Algumas espécies apresentam espinhos e tubérculos no seu corpo.

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Habitam as regiões dos trópicos e dos subtrópicos, e as regiões temperadas do globo. A maior parte dos insectos-pau habita florestas e pradarias, onde se alimentam de folhas (são herbívoros). São nocturnos e passam a maior parte do dia, imóveis debaixo das folhas.

A maior parte dos insecto-pau finge estar morto de forma a afastar predadores, ou sacrificam mesmo uma pata de forma a escapar ao seu predador. A espécie norte-americana Anisomorpha buprestoides afasta os seus predadores emitindo um fluído pútrido, enquanto outras espécies usam os seus espinhos para manter os predadores longe.

Não se sabe muito sobre o insecto-pau, dificultando a avaliação das populações existentes nos habitats. O uso destes insectos no comércio como animais de estimação pode ser um potencial risco para a sua existência já de si ameaçada pelos incêndios e pesticidas.

Fonte: National Geographic, Wikipedia.
Exemplar fotografado em Tramagal em 29-10-2020.

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Jorge Santiago
Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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