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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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À descoberta | Fauna e flora do Médio Tejo

Libélula – Fotografia tirada em Ponte de Sor – Agosto de 2019

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A libélula (do termo latino libellula), também conhecida como tira-olhos ou libelinha em Portugal e como lavadeira ou jacinta no Brasil, é um insecto alado pertencente à subordem Anisóptera.

Como características distintivas, contam-se o corpo fusiforme, com o abdómen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semi transparentes. As libélulas são predadoras e alimentam-se de outros insetos, nomeadamente mosquitos e moscas.

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Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de corpos de água estagnada (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. As larvas de libélula (chamadas “ninfas”) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insectos mas também de girinos e peixes juvenis.

As libélulas não têm a capacidade de picar, visto que as suas mandíbulas estão adaptadas à mastigação. Dentro do seu ecossistema, são bastante úteis no controlo das populações de mosquitos e das suas outras presas, prestando assim um serviço importante ao Homem.

As libélulas adultas caçam à base do seu sentido de visão extremamente apurado. Os seus olhos são compostos por milhares de facetas (até 30 000) e conferem-lhes um campo visual de 360 graus. As libélulas medem entre 2 e 19 cm de envergadura e as espécies mais rápidas podem voar a cerca de 85 km/h. Uma de suas características é que, mesmo possuindo seis pernas, praticamente não consegue andar com elas.

O grupo surgiu no Paleozoico, sendo bastante abundantes no período Carbónico, e conserva até aos dias de hoje as mesmas características gerais. As maiores libélulas de sempre pertencem ao género Meganeura, floresceu no Pérmico, e podiam atingir envergadura de 70 a 75 cm. O seu tempo de vida pode chegar a 5 anos. No Brasil, existem cerca de 1 200 espécies de um total 5 000 existentes no mundo.

É predadora de insetos, e até de pequenos peixes. Num único dia, pode consumir outros insectos voadores até 14% do seu próprio peso e pode consumir cerca de 600 deles num único período de 24 horas.

 

Amante e entusiasta da fotografia há 25 anos, vive em Abrantes e é técnico comercial na Maxifer. Na Natureza perde a noção do tempo, podendo ficar horas à espera do momento certo para carregar no botão e imortalizar o momento que foi sentido na alma, pensado com o coração, visualizado no cérebro ainda antes de acontecer, e que a máquina regista para que outros o possam apreciar. Considera-se um "eterno aprendiz" na fotografia, como em tudo na vida.

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