Sábado, Janeiro 22, 2022

À Descoberta| Fauna e Flora do Médio Tejo

ROLA-BRAVA (Streptopelia turtur). Tal como a chegada das andorinhas e o canto do cuco, o arrulhar da rola-brava também marca o início da Primavera. Infelizmente, é um som que se ouve cada vez menos, pois esta espécie tem vindo a rarear em diversas zonas do país.

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Do mesmo tamanho que uma rola-turca, caracteriza-se pela plumagem mais escura e menos uniforme, especialmente no dorso e nas asas, distinguindo-se o seu padrão malhado. A barra branca da cauda é mais estreita que a daquela espécie e no pescoço tem um conjunto de riscas pretas e brancas, que apenas se vê a pequena distância.

Outrora extremamente abundante, a rola-brava vem experimentando uma tendência regressiva desde há várias décadas e é hoje pouco comum na maior parte do território a sul do Tejo; a norte é mais comum, particularmente no nordeste.

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Tem uma distribuição ampla mas ocorre geralmente em densidades baixas no sul do país. É uma ave migradora, que chega geralmente em Abril e parte em Setembro (neste último mês observam-se, por vezes, bandos de migradores).

Atualmente estima-se que na Europa existem entre 3,5 e 7,2 milhões de casais.

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Entre 1980 e 2009 a população europeia de rola-brava diminuiu 69%, o que significa que por 100 rolas-bravas que existiam em 1981 agora existem 31 indivíduos. De acordo com o Censo de Aves Comuns da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), desde 2004 até 2010 em Portugal houve uma diminuição de 31%. Neste momento a sua população está praticamente extinta na maior parte das regiões de Portugal, ou seja, as populações nidificantes desapareceram. A principal razão da diminuição das populações é a perda de habitat. Por este motivo foi considerada a Ave do Ano 2012 pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Fonte: Aves de Portugal
Exemplar fotografado em Tramagal, Abrantes.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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