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Domingo, Setembro 19, 2021

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À Descoberta | Fauna do Médio Tejo

A Águia-calçada (Hieraaetus pennatus) é a mais pequena das verdadeiras águias-europeias, apresentando um tamanho e formas semelhantes aos da Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo). O voo da Águia-calçada é mais semelhante aos das “verdadeiras-águias”, seguindo uma trajetória mais direta. Também voa, normalmente mais rapidamente e plana mais que a Águia-de-asa-redonda.

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A cauda é aproximadamente quarto quintos da largura da asa, sendo um pouco quadrada ou ligeiramente côncava na ponta. Esta espécie apresenta duas plumagens bem distintas (fases). A plumagem comumente designada por fase clara, na imagem, apresenta a parte inferior do corpo de cor clara (com algumas tonalidades acastanhadas ou escuras no peito e à volta dos olhos) e as coberturas infra-alares são de cor branca (com pontos escuros disseminados).

A plumagem designada por fase escura, apresenta a parte inferior do corpo de um tom castanho-escuro. Espécie monotípica que se distribui pelo Paleárctico meridional e Sul de África. Em Portugal Continental apresenta uma distribuição bem delimitada, estando muito associada às zonas de maior influência mediterrânica, Centro e Sul.

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É uma espécie estival e migradora transariana, podendo ser observada a partir do final do mês de março, existindo, no entanto indicações de uma pequena população a invernar no nosso país. A população nidificante estima-se em cerca de 250 a 350 casais reprodutores.

Em Portugal apresenta o estatuto de “Não Ameaçado” no Livro Vermelho de Vertebrados, e aparentemente, a população nacional encontra-se estável. Na Europa desperta algumas preocupação devido ao baixo número de efetivos (cerca de 10.000 casais).

Do seu habitat fazem parte os bosques abertos, frequentando, sobretudo os montados de sobro, associados ou não a pinheiro, aos pinhais e, com menor frequência, os montados de azinho. No Norte e Centro do País também pode frequentar outras estruturas florestais, como sejam os carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica). A sua área vital estende-se às zonas abertas com mato, com culturas arvenses e pousios.

Alimenta-se de uma grande variedade presas, sobretudo aves e mamíferos de médio porte. Em algumas áreas os répteis podem representar uma importância razoável no seu regime alimentar, sobretudo através do consumo de sardões (Lacerta lepida). Contudo, o seu regime alimentar pode variar consideravelmente conforme a abundância de presas. Por exemplo, em algumas áreas pode ser, sobretudo uma espécie ornitófaga (aves) e, noutras, consumir preferencialmente lagomorfos (coelhos).

Exemplar fotografado em Tramagal.
Fonte: Naturlink (Luís Miguel Reino)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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