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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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À Descoberta | Entroncamento, a cidade-museu da ferrovia nacional

A Rede Portuguesa de Museus (RPM) vai integrar cinco novas instituições, passando a totalizar 156 membros, estando o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, integrado no despacho publicado no dia 28 de março em Diário da República e assinado pela ministra da Cultura.

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A publicação surge dois dias depois de Graça Fonseca ter anunciado que o Governo quer relançar a RPM, com a integração de mais espaços, e reativar o programa ProMuseus, interrompido há vários anos. Esta credenciação do Museu Nacional Ferroviário, e consequente integração na RPM, “constituem fatores de promoção do acesso à cultura e de enriquecimento do património cultural português”. O Museu de Aguarela Roque Gameiro, em Minde, também integra a lista dos cinco novos museus uma vez que ambos “preenchem os requisitos legais e reúne todas as condições” para que possa integrar a Rede de Museus.

De acordo com a página da Direção-Geral do Património Cultural, a cerimónia de adesão dos cinco museus vai ter lugar no dia 04 de abril, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

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C idade industrial, nascida do caminho-de-ferro e da Revolução económica que marcou o século XIX, o Entroncamento deriva de ser exatamente isso: uma junção das Linhas do Norte e do Leste, entre os antigos limites do concelho de Torres Novas e de Vila Nova da Barquinha. Cresceu em torno da linha férrea e é hoje uma cidade emancipada e com uma identidade muito própria, um dos berços nacionais da classe operária. A recordá-lo, o Museu Nacional Ferroviário tem patente uma exposição de cariz internacional, em constante construção.

A visita é uma viagem ao longo da história da ferrovia. Para os mais distraídos, a máquina a vapor surgiu (na sua variante mais aperfeiçoada e adaptada à indústria) em 1777, marcando o início da Revolução Industrial. É a partir desta invenção de James Watt que surge a Locomotiva a vapor, em 1804. Mas a linha férrea em Portugal só surge nos anos 1850, prejudicada por anos de instabilidade e guerra civil. O Entroncamento formou-se em 1864.

A área do Complexo Ferroviário do Entroncamento, sede do Museu Nacional Ferroviário, ocupa cerca de 4,5 hectares e engloba um conjunto de edifícios relevantes na história da ferrovia em Portugal. A viagem museológica começa no antigo Armazém de Víveres da Comboios de Portugal (CP) e tem paragem na Rotunda das Locomotivas (a vapor), nas Oficinas de Vapor 13, 14 e 15 e na Central Elétrica.

A exposição permanente encontra-se no antigo armazém e nas oficinas, destacando-se nestas os comboios Presidencial e Real portugueses.

Ao longo do percurso o visitante encontra parte do acervo museológico da Fundação Museu Nacional Ferroviário, composto por cerca de 36 mil peças de material circulante, proteção e segurança, espólio documental e equipamentos de via e catenária, de oficina, de comunicação, informação e sinalização, de estação, de escritório, de tarifários e bilhética, têxtil, de restauração e de saúde.

O bilhete custa 5 euros, com descontos variados conforme a faixa etária e situação profissional.

Complexo Ferroviário do Entroncamento, 190

O que visitar mais?

 

 

Foto: mediotejo.net
Foto: mediotejo.net

Bairros Operários

São seis zonas onde se concentraram os trabalhadores dos caminhos de ferro, nas quais se incluem três bairros. Não sendo concretamente um museu, complementam pela sua arquitetura e história a visita ao Museu Nacional Ferroviário. O caminho-de-ferro foi o grande empregador da segunda metade do século XIX e é no Entroncamento que se conta a história do ferroviário. A visita é livre.

Igrejas do concelho

Sendo um concelho jovem com apenas duas freguesias, é reduzido o seu património visitável. Indicamos as duas Igrejas existentes

  • Capela de São João Baptista  Em Casais de Vaginhas, a Capela foi erguida nos princípios do século XVII.
  • Igreja Matriz do Entroncamento – Igreja inaugurada em 1940, nasceu com a paróquia.

*Com Cláudia Gameiro

*Este artigo é parte integrante de uma série especial sobre os Museus no Médio Tejo e foi publicado em dezembro de 2017, tendo sido republicado em março de 2019. Descubra mais sugestões em mediotejo.net

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O tema abordado nesta página no que toca a igrejas no Entroncamento ” esqueceu” que existe a Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

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