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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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“À descoberta do Mestre”, por Massimo Esposito

A segunda edição do concurso nacional de pintura “À descoberta de Mestre” já foi inaugurada no Centro Cultural Gil Vicente em Sardoal. E aconselho a todos irem lá ver antes de 22 de Novembro.

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O evento foi muito agradável com a presença de muitos mestres de pintura activos no nosso país e com a troca de impressões dos muitos intervenientes que se deslocaram à pequena, mas activa, vila ribatejana. Isto é muito importante para quem vive de arte porque em pouco tempo, e espaço, consegue-se encontrar muitos outros e há um crescimento natural nas ideias e também no conhecimento de outras técnicas. Este concurso dá também a possibilidade de ser exposto num ambiente digno e luminoso como os quadros pedem.

Mais de 60 artistas se inscreveram mas só 25 foram a concurso, uma selecção apertada e dura… para quem não foi escolhido naturalmente, e isto abre espaço a muitas críticas, desporto latino.

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Sim é verdade! Podiam ser mais obras escolhidas, ou escolhidas de modo diferente, ou aceitar só uma obra (dentro dos parâmetros do concurso) por cada autor… mas o Júri decidiu assim e nada a dizer a respeito visto ser uma decisão inapelável.

E aqui eu queria sublinhar uma situação importante, uma lição para todos nós artistas, mas sobretudo para os jovens. Quem ganhou o 1º prémio foi uma artista do Tartaristão (antiga república soviética) e o 2º prémio foi para um artista Chinês (sem esquecer o 3º prémio para uma artista Portuguesa) e devo dizer que foram obras de uma grande qualidade técnica, composição e criatividade. Entre mais de 100, ganharam, como no ano passado, obras que se destacam por estas características e estou muito feliz por isto (todos sabem que gosto de arte realista) e foi um prazer ver que um Júri, que nem conhecia, afinal tem os mesmos gostos.

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Isto é importante para os tantos jovens que estudam arte em Portugal e que não são ensinados o suficiente nas técnicas básicas da pintura e na história da arte. Onde parece que qualquer risco ou rabisco, sapato de panelas ou troncos numa galeria, podem ser considerados arte. Posso entender a criatividade ser expandida para outros horizontes, mas as técnicas e o arquivo pessoal de informações é básico… sobretudo para um artista.

E do “BELO”  todos se agradam.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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