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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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“A cor mais importante: o AMOR”, por Massimo Esposito

São Paulo, famoso escritor de alguns livros da Bíblia escreveu na 1ª carta aos Coríntios 13:2 : “..mas se não tiver amor, sou um gongo que ressoa ou um címbalo que retina”. Estas palavras deveriam fazer parte diariamente dos nossos pensamentos porque, qualquer coisa que nós façamos, se o fizermos com amor sai melhor.

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Pensamos nas famosas tartes das avós, nos lindos sonetos dos aclamados poetas internacionais ou quando compramos um presente pelo/a nosso/A namorado/A, as harmonias dos músicos imortais mas também quando abraçamos um amigo enlutado, quando começamos a pintar uma tela ou enviamos um SMS de conforto a um parente.

Se fazemos isto com amor sai com certeza melhor. Falando de arte, é mesmo isto que teremos de fazer se queremos criar algo agradável mas sobretudo… NOSSO.

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Pintar para passar o pincel na tela pode ser agradável a nível sensorial, para prática e até para descarregar a ânsia, mas não para criar arte. Uma obra pessoal de um pintor aclamado ou de um aluno duma escola de arte estão ao mesmo nível criativo, a diferença está na possibilidade de a realizar tecnicamente, e para os dois se não fizer isto com amor, então a obra “ressoa”. Copiar é um exercício importantíssimo, e TODOS os artistas, grandes e pequenos o fizeram e continuam a fazê-lo, mas quando queremos fazer uma obra NOSSA, temos de pôr o coração no meio das tintas, demonstrá-lo com as leves pinceladas e confirmá-lo com a harmonia das cores e das linhas.

Farto estou eu de ver quadros, esculturas e arte conceitual que “retinam”, obras que estão penduradas as paredes que nada comunicam, nada transmitem. Exposições estrondosas, com dezenas e dezenas de telas pintadas, mas sem nenhuma mensagem, nenhum amor a vista, só a vontade e o orgulho de estar presente naquele evento.

Sim, uma pessoa não deve só ser um profissional ou artista afamado para expor, mas por favor, metam amor nas vossas tintas. Façam UM quadro, mas com sensibilidade onde se possa ver os vossos sentimentos e assim sim o “gongo” toca alto e o “címbalo” pode-se ouvir de longe.

Nesta altura que se fala de amor para tudo ou nada, nós, artistas ou futuros artistas, devemos pensar… existe amor na minha paleta?

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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