Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Segunda-feira, Junho 14, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“A Ascensão devocional de Maria, sentidos e saberes de uma realidade incómoda”, por Aurélio Lopes

Menos de um mês separa-nos da data marcada para a divulgação pública da meu último estudo: “De Atégina a Maria; O sagrado feminino no território português”. Tem sido um processo conturbado por obra e graça dos efeitos, diretos e indiretos, da malfadada pandemia.

- Publicidade -

Para lá das maiores ou menores mais valias qualitativas associadas à mesma, é da mais elementar justiça salientar a importância de uma temática que se projeta no tempo até tempos históricos remotos e marca de desigualdade e estigmatização da mulher portuguesa e europeia e, através delas, muitas outras (próprias de outras culturas) que a universalização ocidental impôs.

Afinal, a história da assim chamada Sociedade Ocidental é também, em termos significativos, o esforço secular de superação da mulher do fosso social para onde o cristianismo a remeteu.

- Publicidade -

Mulher, cuja propensão para o transcendental lhe permitiu, contra tudo e contra todos, preservar no sagrado vivencial, bem como na religiosidade tradicional, herdeira de uma realidade metafísica ancestral bem mais propícia a uma importância feminina.

E até na religião oficial, imposta pela dimensão devocional, qualitativa e quantitativa, apesar de lhe continuarem a ser negadas as mais básicas funções sacerdotais.

Num percurso de resiliência épico e perseverante. E, quantas vezes, sofrido e doloroso.

Não obstante, influenciando crescentemente as vicissitudes cultuais de um Cristianismo que, apesar de particularmente misógino e pretensamente monoteísta, vê hoje elevada ao estatuto de divindade suprema um, inicialmente irrelevante, estereótipo maternal feminino.

Temática mais ou menos tabu, esta, irá contudo ser abordada sem constrangimentos a 26 de Junho, às 16 horas, na Casa do Campino, em Santarém.

Investigador universitário na área da cultura tradicional, especialmente no que respeita à Antropologia do Simbólico e à problemática do Sagrado e suas representações festivas, tem-se debruçado especialmente sobre práticas tradicionais comunitárias culturais e cultuais, nomeadamente no que concerne à religiosidade popular e suas relações sincréticas com raízes ancestrais e influências mutacionais modernas. É Licenciado em Antropologia Social, Mestre em Sociologia da Educação e Doutorado em Antropologia Cultural pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa.

- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTÁRIOS

Please enter your comment!
O seu nome