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Domingo, Outubro 17, 2021

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“A arte conceitual e os jovens”, por Massimo Esposito

Fui ver uma exposição no Convento do Carmo, em Torres Novas, com alguns dos meus alunos. E o que vimos? Um alguidar cheio de líquido vermelho, um par de cuecas de látex vermelho, umas fotos não profissionais, algumas pedras texturadas. Em Abrantes, na Galeria QuArtel, vi terra espalhada no chão, caixas de alumínio e/ou ferro com vidros, fotos, arames torcidos e coisas similares.

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Eu respeito as ideias dos outros, todos podem fazer e dizer o que entendem, mas… no contexto correcto, no lugar certo. Não admito que “gozem” comigo. Estudei anos, continuo a estudar, ensino desenho e pintura há 23 anos, alunos estudam e esforçam-se para aprender técnicas e estilos… e … para quê…? Para ver um par de cuecas penduradas em museus e galerias?… E o pior não é isto: é que ambas as exposições não COMUNICAM com o visitante, não me dizem PORQUE fizeram isto… Onde está a provocação? Onde está a ligação? Onde está o grito de revolta ou de atenção?

Umas exposições frias e sem nexo (apesar de existir exíguos folhetos na entrada que nada dizem). Tudo isto em contraste com o que encontro ao redor do mundo, sobretudo dos jovens. Viajando na net pode-se encontrar tudo e mais alguma coisa. Naturalmente o meu motor de busca é “viciado” em Arte e afins.

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Vejo claramente que há um grande interesse na arte realista e um surgimento de cursos, escolas e workshops a nível mundial, mas o mais agradável é ver quantos jovens estão interessados em desenhar um pássaro, uma folha, uma cabeça de cavalo, uma caveira humana ou uma mão.

Em Lisboa, e nas maiores cidades do mundo, o surgimento dos graffiti é notório e à vista de todos. A maioria dos graffiti, talvez 95% deles, representa de um modo realista os pormenores do nosso dia-a-dia: caras, animais, paisagens, flores ou objectos. Os jovens gostam de representar a realidade e muitos estão à procura de o poder fazer o melhor possível, querem poder desenhar uma pluma, uma cabeça de águia, um olho ou uma rosa da melhor maneira possível, e depois desenvolver o próprio estilo.

Se vamos ver os grafiteiros, como Kobra, Vhils, Bansky ou o “nosso” Violant, todos eles representam a realidade, não são abstratistas ou conceitual… istas.

Por isto estou convencido que, apesar de instituições como a EDP ou a Caixa Geral de Depósitos (e outros museu e galerias públicas) apoiarem a arte conceitual e post-moderna, a vontade do povo e sobretudo dos jovens, que são a faixa etária mais importante para o futuro, gostam da arte realista. Para dar uma vista de olhos posso aconselhar alguns link do facebook: Graphic Arts . Эскизы /  Графика / Орнаменты, Los Angeles Academy of Figurative Art, Figurative Art, entre outros.

Boa pesquisa e bons trabalhos.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Talvez fosse aconselhável estudar e perceber melhor o que é exatamente arte conceptual antes de escrever esta opinião. Certamente que esta arte é criticável mas os argumentos de quem escreve numa plataforma pública de notícias deve ir para além do mero “não gozem comigo”.

  2. mia cara Liliana Vasquez
    estudar o faço desde miudo e ainda continuo, mas a ideia de que gozam comigo e muito mais podes tu ajudar-me a muda-la, nao so´dizer que devo estudar melhor.
    o que digo é que esta”arte” deve ter o seu lugar e os seus momentos , se alguem o entender,e nao misturar o sacrificio e a aprendizagem de anos que muito fazem para desenhar e pintar..mas estou sempre aberto a conversa saudavel e construtiva
    ciao

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