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Sábado, Julho 24, 2021

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Trincanela

Abrantes | Descargas poluentes chegam de Vila Velha e tingem rio Tejo (C/VIDEO)

As imagens falam por si e relatam os focos da poluição que tingiram o rio Tejo na quinta-feira, dia 17 de novembro, na zona de Abrantes. A foto e as imagens vídeo foram captadas e divulgadas por Arlindo Consolado Marques, do movimento proTEJO, cidadão que se tem revelado incansável na defesa da qualidade ambiental do rio Tejo e seus afluentes, e na denúncia dos casos de poluição que detecta, enquanto “guardião do Tejo”.

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O ambientalista já havia denunciado e filmado as novas descargas poluentes no rio Tejo na segunda-feira, dia 14, e que provocaram a morte a milhares de lagostins junto ao cais do Arneiro, no concelho de Nisa e alertado, na ocasião, que a mancha enorme de cor acastanhada iria atingir os concelhos a jusante em poucos dias, nomeadamente Vila Velha de Ródão, Nisa, Gavião, Mação e Abrantes, o que se veio, naturalmente, a verificar.

“No início da semana fui ao cais do Arneiro alertado pelos pescadores que referiam uma mancha enorme, castanha, de poluição no meio do rio Tejo. Um casal de pescadores levou-me ao local e vi que a água era da cor do chocolate, uma mancha enorme que dali não se movia porque o Tejo leva pouca água, e com um cheiro horrível a produtos químicos”, contou, então, ao mediotejo.net.

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“Desde o início deste mês que se têm registado novamente casos de poluição na zona de Vila Velha de Rodão mas o de segunda-feira foi do que pior que já vi, e onde é evidente o tubo de descarga de uma fábrica que sai mesmo no meio do rio. Com a quantidade diminuta de água aquilo fica tudo ali concentrado. Matou milhares de lagostins, prejudica a vida aos pescadores e agora vai descer, lentamente, mas vai descer e atingir todos os municípios a jusante”, afirmou Arlindo Marques.

Poucos dias depois registou a passagem do foco de poluição na zona de Abrantes, junto ao açude, onde o efeito cascata que o equipamento gera nas águas forma um venenoso manto branco à superfície.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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