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Futebol (Inatel): Tarde não de Sentieiras dita afastamento do Campeonato

30 de abril de 2016, 16 horas, Couço

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Campeonato Distrital de Futebol da Inatel de Santarém

Quartos-de-Final – Série 1

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União Desportiva do Sorraia – Santa Justa 2 – Centro Popular de Cultura e Desporto de Sentieiras 0

Jogo disputado debaixo de intenso calor, num relvado sintético em boas condições e devidamente regado antes do início da partida.

Duas equipas com esquemas táticos diferentes que nos minutos iniciais tentaram entender o que o adversário queria da partida. A equipa da casa num 4-3-3, explorando a velocidade das suas pedras mais avançadas, enquanto a equipa de Sentieiras se dispunha num 4-1-3-2, privilegiando o povoamento do meio-campo para ganhar a batalha nesse setor. As equipas encaixaram uma na outra, repartiram as despesas do jogo, embora a equipa da casa tivesse algum ascendente em determinados momentos do jogo, sendo dela as melhores ocasiões de golo dos primeiros 40 minutos. Talvez devido ao forte calor e por jogar num piso que não conhece tão bem, a equipa de Sentieiras pareceu demorar a entrar no jogo, perdendo alguns duelos no meio do terreno e abordando os lances de forma passiva, na gíria futebolística diz-se que estavam a ser muito moles, perante a maior impetuosidade do adversário nas bolas divididas, exceção feita a Roldão, Mário Rodrigues e Tiago Pombo. Os homens da casa iam ganhando mais duelos no meio campo, aproveitando depois para servir a velocidade de Danilson (Dani) e Saulo.

Foi assim, numa jogada rápida, que os visitados criaram o primeiro lance de perigo, eram decorridos 18 minutos. De um canto a favor das Sentieiras e que acaba nas mãos de Cartolo, este serve rapidamente na direita David, que corre alguns metros pelo flanco e depois cruza para o meio, onde Saulo põe Danilson na cara de Pardal, realizando o guardião boa intervenção.

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Pardal evita o primeiro para os da casa

Embora com o tal ligeiro ascendente da equipa da casa, numa altura em que a bola chegava às imediações das duas áreas, mas era a equipa da casa que mais conseguia rematar, sem muito perigo diga-se. Surge então o primeiro golo, fruto de momentos menos felizes de dois jogadores de Sentieiras. Primeiro foi Fábio Marques que a tentar aliviar uma bola, acaba por fazer “uma rosca” colocando a bola nos pés de Danilson, e este com um remate forte mas para o meio da baliza, faz o golo, em nossa opinião, com a colaboração do guarda-redes de Sentieiras, pois ficou a ideia que podia ter feito melhor. Marcava o relógio 27 minutos.

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Danilson aproveitou mau alivio da defesa amarela…

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…rematou forte mas ao centro da baliza…

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…mas Pardal não consegue parar o remate. Estava feito o 1-0.

Com este golo a partida ficou mais aberta, pois as Sentieiras como lhe competia, abriu-se um pouco mais na procura do empate, deixando os coruchenses a jogar com gostam. Em contra-ataque, explorando a velocidade dos seus avançados. Até aqui e como a partida estava a decorrer, as Sentieiras a dar a iniciativa de construção de jogo ao adversário e também, por vezes, a pressionar no meio campo do Santa Justa, notava-se algum desconforto na equipa da casa. Ilustrativo disto os muitos passes falhados e bolas para fora.

Até final da primeira parte registo para dois lances. O melhor que as Sentieiras conseguiram fazer. Foi ao minuto 30 num remate de Kikas que Cartolo se opôs bem e ao minuto 39, com Saulo a rematar de fora da área para boa intervenção de Pardal.

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Saulo vê o seu remate parado por Pardal

Ao intervalo, Carlos Rodrigues opera duas alterações, tira do jogo Fábio Marques e Martelo, fazendo entrar Alexandre Felício e Fábio Gomes, passando para um esquema mais ofensivo em 4-3-3, vindo também a equipa com outra atitude, mais “rija” na disputada da bola. No entanto o futebol direto de Sentieiras não dava frutos. Ia conseguindo levar a bola até à área mas na hora de decisão o passe saía cumprido, o cruzamento saía longo, a defesa punha cobro à situação ou o remate saía para fora.

Mantendo a toada de jogo, a UDS chega ao 2-0. Passividade extrema de defesa e meio campo de Sentieiras, em zona central a 3,4 metros da sua área, deixando Danilson o tempo que quis com a bola nos pés, rodopiando e procurando enquadramento (um exagero de tempo sem ninguém lhe fazer oposição), deixando-o rematar livremente para um golo de belo efeito. Com dois golos de vantagem e com 55 minutos jogados, sentiu-se que não era a tarde de Sentieiras.

Mesmo assim, Carlos Rodrigues faz o que lhe compete e arrisca tudo. Retira Navalho e coloca Tiago Leitão, passando a jogar em 4-2-4. A amarela demorou a adaptar-se a esse novo esquema e, enquanto não estabilizou foram os visitados a dispor de duas, três ocasiões para dilatar o resultado. Quando isso aconteceu o jogo ficou totalmente partido. A bola pouco andava no meio campo, aparecendo rapidamente sobre as áreas.

Ilustrativo desta fase do jogo, dois lances aos 60 e 61 minutos. Primeiro é Carvalho que cabeceia para golo, mas Pardal por duas ocasiões nega o golo aos da casa e no minuto seguinte, fruto de uma abordagem menos conseguida de Filipe Rodrigues, Saulo ganha no duelo com o defesa de Sentieiras e serve David que não acerta com a baliza.

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Carvalho cabeceia e Pardal defende

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Pardal volta a parar a recarga da Saulo

Estabilizada neste sistema, as Sentieiras voltam a equilibrar e a criar perigo. 68 minutos corridos e Tiago Pombo de longe avisa Cartolo e três minutos volvidos é Mário Rodrigues que não concretiza a melhor ocasião para os sentieirenses, porque Cartolo com um voo vistoso evita o golo e do canto, Vasco Lopes em boa posição cabeceia ao lado. Estas perdidas não fizeram os forasteiros baixarem os braços, mas notou-se que foi rude golpe no seu ânimo.

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Tiago Pombo deixou o aviso a Cartolo

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Mário Rodrigues numa excelente iniciativa individual obriga Cartolo a aplicar-se

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Vasco Lopes não consegue cabecear com a direção desejada

Até final mais uma ou outra ocasião junto das balizas, sem dar golo, tendo o jogo terminado após uma confusão que dita expulsão (direta) de Tiago Leitão e de Nuno (acumulação) e com as Sentieiras a carregarem, mais com o coração do que com a cabeça sobre a defensiva da casa e alguns elementos a dispersarem a sua concentração com os homens de laranja que em tentar levar a bola com perigo à área contrária.

Do que se passou nos oitenta minutos, a vitória da União Desportiva do Sorraia aceita-se, pois soube aproveitar os erros do adversário, tendo disposto de ocasiões para aumentar a vantagem, o que seria demasiado pesado para a entrega de Sentieiras.

Destaque para Heldermar, Nuno, Danilson e Saulo na equipa da UDS e para Pedro Roldão, Tiago Pombo e Mário Rodrigues nos sentieirenses.

Quanto ao trio de arbitragem há a dizer que não teve uma tarde fácil. Parte da tarde difícil vai para os jogadores e bancos que não facilitaram e a outra parte vai para si mesmo.

Antes de entrarmos na análise ao trabalho de Paulo Neves, Tiago Vicente e Sérgio Morujo, queremos deixar um ponto prévio, que não tem só que ver com este jogo. Estamos na fase decisiva da prova e entendemos que aquele “porreirismo” e condescendência que os árbitros vão tendo em grande parte da época, nesta altura não faz sentido. O nível subiu, estamos mais perto das decisões, estão em causa títulos e idas a nacionais, pelo que o rigor na aplicação das leis do futebol, disciplina incluída, tem de ser maior. Nesta altura estão as melhores equipas, todas com legitimas aspirações em vencer e usarão todas as armas para o fazer. Quem tinha que amealhar os pontos para a disciplina já o deveria ter feito. Se para as equipas, agora se diz que os jogos são a doer, têm de o ser tanto no jogo jogado como no jogo arbitrado.

Centremo-nos então no jogo. Teve cinco amarelos e outros tantos ficaram por mostar. Não foi uma batalha campal mas não foi um jogo pacífico. Isto tudo para dizer que Paulo Neves foi igual a si próprio. Muito conversador, muito condescendente, muito tolerante, mas se nas fases anteriores isso ia dando para gerir o jogo, agora fica a ideia que se tem segurado o jogo mais cedo e tem disciplinado os jogadores e bancos logo de inicio, ter-se-ia evitando alguns males e abusos, como atrasos na reposição da bola, atirar a bola para longe ou recorrentes protestos dos bancos, sem aviso, em especial o de Sentieiras. No lance que dita as expulsões, estamos muito longe e a bola estava a ser disputada noutra zona, pelo que não estávamos a olhar para o local, tendo mesmo Paulo Neves recorrido ao seu assistente, Tiago Vicente, para se inteirar do sucedido. Tiago Leitão alegadamente agrediu um adversário e Nuno, pelo que vimos, foi expulso por palavras. Quanto aos auxiliares, o mal maior que apontamos foi o não sancionar as más execuções de lançamentos de linha lateral por parte dos jogadores da casa. Gesto técnico mas feito que carecia de correcção. Pé no ar, bola sem ir atrás da cabeça ou bola deixada cair e não arremessada. Estranhámos isso, em particular do lado de Sérgio Morujo, pois este auxiliar, foi um dos melhores laterais esquerdos que passou no futebol distrital de Santarém e sabe, melhor que ninguém, com fazer um lançamento.

Em suma, alguns pontos menos positivos na atuação do trio de arbitragem, alguns mais de pormenor que outros, mas temos que dizer que não foi pela sua ação que a equipa de Santa Justa segue em frente e a de Sentieiras fica pelo caminho.

Campo da Barroca

Árbitros: Paulo Neves, Tiago Vicente e Sérgio Morujo

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Tiago Vicente, Paulo Neves e Sérgio Morujo (trio de arbitragem) e os dois capitães de equipa, Filipe Rodrigues (Sentieiras) e Nuno (UDS)

UD Sorraia – Santa Justa

Cartolo, Edir, Anilton, Magrão, Fredson, Nuno, Heldermar (Davilson), Adriano (Carvalho), Danilson (Nelson), Saulo e David (Elsinho)

Suplentes: André, Davilson, Gamarra, Carvalho, Elsinho e Nelson

Treinador: Jorge Caçador

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UDS – Santa Justa

CPCD Sentieiras

Pardal, Filipe Rodrigues (Miguel Pombo), Fábio Marques (Alexandre Felício), Vasco Lopes, Pedro Roldão, Daniel Patrício, Martelo (Fábio Gomes), Navalho (Tiago Leitão), Tiago Pombo, Kikas (Amorim) e Mário Rodrigues

Suplentes: Margalho, Ivo Gil, Alexandre Felício, Amorim, Tiago Leitão, Miguel Pombo e Fábio Gomes

Treinador: Carlos Rodrigues

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CPCD de Sentieiras

Marcadores: Danilson (24’ e 55’)

Cartão amarelo: Adriano (52’) e Nuno (80’ e 83’) ; Tiago Pombo (62’) e Tiago Leitão (62’)

Cartão vermelho: Nuno (83’) e Tiago Leitão (83’)

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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