Quarta-feira, Março 3, 2021
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“2017-Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento”, por José Alho

O ano que agora começa coloca-nos desafios a diversos níveis, mas no caso do turismo será especial pois a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou no passado 4 de Dezembro a resolução que proclamou 2017 como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento desafiando-nos para um repto interessante e exigente para a nossa região e País.

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A resolução aprovada reconhece “a importância do turismo internacional e, em particular, da denominação de um ano internacional do turismo sustentável para o desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em toda parte, conduzir a uma maior consciência da riqueza do património das várias civilizações tomará e contribuirá para uma melhor apreciação dos valores inerentes das diversas culturas contribuindo para o fortalecimento da paz no mundo”.

O Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento surge alinhado com a adoção pela comunidade internacional da nova Agenda 2030 e os objetivos de desenvolvimento sustentável. Foto: DR

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A OMT-Organização Mundial de Turismo é o organismo coordenador das iniciativas a desenvolver um pouco por todo o planeta envolvendo os governos, as organizações nacionais e internacionais e os diversos atores do turismo e da sustentabilidade.

As dinâmicas da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (RIO+20),que se realizou em 2012 no Rio de Janeiro foram determinantes para esta deliberação da ONU ao ser ai reconhecido que “ o turismo se bem concebido e gerido pode contribuir para as três dimensões do desenvolvimento sustentável e gerar oportunidades de negócio”.

O Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento surge alinhado com a adoção pela comunidade internacional da nova Agenda 2030 e os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral das Nações em Setembro de 2015, “em particular com o objetivo 8: promover o crescimento económico, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos; o objetivo 12: consumo e produção sustentável e o objetivo 14: reter e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.”

O Turismo é o segmento de atividade económica que mais tem crescido nos últimos anos, observando-se uma oferta crescente na nossa região e por todo o País, afirmando-se como instrumento potenciador do desenvolvimento territorial.

Esta dinâmica turística beneficia das nossas condições naturais, dos nossos valores culturais, da tranquilidade e segurança, do nosso posicionamento geográfico e da capacidade empreendedora dos nossos agentes económicos.

O turismo é um instrumento de promoção de desenvolvimento das regiões e das suas comunidades, servindo a sua valorização económica e sociocultural se for devidamente acautelada a conciliação de interesses entre essas atividades e a capacidade recetora dos destinos numa estratégia que assente na sustentabilidade.

O Turismo é o segmento de atividade económica que mais tem crescido nos últimos anos, observando-se uma oferta crescente na nossa região e por todo o País. Foto: DR

A Secretária de Estado do Turismo, através do seu Despacho normativo n.º 16/2016, do passado 30 de dezembro lançou a Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior que vem criar oportunidades para essa concretização lançando um louvável repto à capacidade e imaginação dos diversos atores do desenvolvimento territorial.

Os novos produtos turísticos ligados à natureza e ao mundo rural não são necessariamente uma ameaça potencial, mas podem ser uma oportunidade para a conservação da natureza e para o desenvolvimento local sustentável das áreas naturais desde que sejam acauteladas um conjunto de regras.

Esta atividade não deve, contudo, ser encarada como uma “panaceia” para a resolução dos problemas do mundo rural, tal como o desejo de “desenvolvimento” não deve ser sinónimo de destruição e depleção das mais-valias naturais e culturais existentes: não se dever matar a galinha dos ovos de ouro!

É este o grande desafio do Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento!

José Manuel Pereira Alho
Nasceu em 1961 em Ourém onde reside.
Biólogo, desempenhou até janeiro de 2016 as funções de Adjunto da Presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Foi nomeado a 22 de janeiro de 2016 como vogal do Conselho de Administração da Fundação INATEL.
Preside à Assembleia Geral do Centro de Ciência Viva do Alviela.
Exerceu cargos de Diretor do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Coordenador da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo, Coordenador do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, Diretor-Adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, Diretor Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo na Autoridade Florestal Nacional e Presidente do IPAMB – Instituto de Promoção Ambiental.
Manteve atividade profissional como professor convidado na ESTG, no Instituto Politécnico de Leiria e no Instituto Politécnico de Tomar a par com a actividade de Formador.
Membro da Ordem dos Biólogos onde desempenhou cargos na Direcção Nacional e no Conselho Profissional e Deontológico, também integra a Sociedade de Ética Ambiental.
Participa com regularidade em Conferências e Palestras como orador convidado, tem sido membro de diversas comissões e grupos de trabalho de foro consultivo ou de acompanhamento na área governamental e tem mantido alguma actividade editorial na temática do Ambiente.
Foi ativista e dirigente da Quercus tendo sido Presidente do Núcleo Regional da Estremadura e Ribatejo e Vice-Presidente da Direcção Nacional.
Presidiu à Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza.
Foi membro da Comissão Regional de Turismo do Ribatejo e do Conselho de Administração da ADIRN.
Desempenhou funções autárquicas como membro da Assembleia Municipal de Ourém, Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Presidente do Conselho de Administração da Ambiourem, Centro de Negócios de Ourém e Ouremviva.
É cronista regular no jornal digital mediotejo.net.

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