“100 anos de artes plásticas em Abrantes (2)”, por Massimo Esposito

A inauguração da exposição dos 100 anos de artes plásticas em Abrantes já foi. Bailarinas, artistas, autarcas, conversas, elogios e .obras de arte. Não tive o prazer de estar presente mas disseram-me que foi bem organizada.

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Mas a coisa mais importante são as obras ali presentes. Já viram? Não? Então façam o possível por fazer uma visita, acho interessante.

A primeira parte, com antigos artistas, onde se vêm ainda os impulsos dum Silva Porto ou da escola naturalista dum Henrique Pousão que deixaram belas recordações duma Abrantes do inicio do sec XX, com José Motta, Paulo Fernandes ou o saudoso Júlio Amaro, ainda repetidos por Manuel Traquina. Os desenvolvimentos artísticos duma Lucília Moita (pena não ver os seus belos retratos) são um ponto firme, com certeza.

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Depois começam os progressos culturais de varias áreas desde o abstratismo, surrealismo, arte pobre e instalações, mostrando uma clara pesquisa técnica e de objetivos. Nota-se que também entre nós há almas inquietas e que procuram algo para “clamar” a própria arte. Entre eles chamo a atenção de Matilde Marçal, Liliana Marmelo ou Teresa Cunha.

O António Colaço, sempre fantasioso e espontâneo, ou o simpático João Quinto, presenteiam-nos com obras agradáveis e fora da comum expectativa numa exposição tão marcante.

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Havia a dizer mais sobre cada obra, e naturalmente não quero basear estas linhas no meu gosto pessoal, mas acho que seria importante repetir estes “exercícios de cidadania artística” para os artistas locais serem conhecidos e divulgados. Foram visitá-la alguns meus alunos e conhecidos e nem metade dos artistas eles conheciam, e eles são da nossa terra! Vivem aqui ao nosso lado!

Por esta razão, faço aqui uma petição escrita que se possa criar um espaço de divulgação local de arte e ofícios (temos belíssimos artesãos) para ajudar a criar e desenvolver as nossas ideias e projetos. Há tantos prédios devolutos, tanto lugar vazio que se fosse dado a uma associação ou instituição, para aglomerar os artistas locais estou certo que, não daqui a 100 anos, mas daqui a dez, haveria muitos, mas muitos mais artistas e obras a expor. Queremos ser uma cidade de museus e cultura? Então devemos insuflar oxigénio a estes corpos que tanto esperam para poderem mostrar a própria energia!

Espero realmente por uma resposta prática.

Sim! Eu sei. Nós, “artistas”, temos de suar, sofrer e “criar”, devemos lutar para fazer entender as nossas ideias e então sim, podemos dizer: “esta é a minha obra”!

Conclusão do assunto:

Aos artistas que querem expor as suas ideias, que aprendam dos “arte-sãos” a arte de “AMAR” o seu trabalho e que sejam mais “personalizados” e não “apressados”.

Afinal “ O REI VAI NU”!  Não pensem enganar-nos, Temos olhos!

E chega de enganar o pessoal com o nome da “ ARTE”.

ARTE é AMOR!

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