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“1.º de maio de luta e confiança”, por António Ferreira

Centenas de milhares de trabalhadores, em dezenas de manifestações realizadas por todo o País, assinalaram o 1.º de Maio convocado e organizado pela CGTP-IN. Fizeram do 1.º de Maio uma poderosa manifestação de força, determinação e confiança dos trabalhadores portugueses, onde confluiu uma forte torrente de lutas no âmbito da acção reivindicativa nas empresas, locais de trabalho e sectores e também a luta das populações pelos seus interesses e direitos. Em Santarém, também, o 1.º de Maio teve uma expressão de luta e reivindicação com a presença de centenas de pessoas. Muitas delas participaram pela primeira vez nesta iniciativa.

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Mas o 1.º de Maio, comemorado em mais de 40 pontos do país, na sua indissociável ligação aos ideais e valores que a Revolução de Abril há 44 anos concretizou em Portugal e que este ano voltaram a estar presentes nas grandes comemorações no passado dia 25, foi ao mesmo tempo uma jornada de luta por novos avanços na defesa, reposição e conquista de direitos que, na actual fase da vida política, a luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP tornaram possível. E foi também uma assumida jornada de luta pela ruptura com a política de direita e pela concretização de uma política alternativa que afirme e projecte os valores de Abril no futuro de Portugal.

Pela participação, combatividade e confiança que expressou, foi, acima de tudo, uma inequívoca afirmação da disponibilidade dos trabalhadores e do povo para dar continuidade, intensificar e alargar essa luta, que se desenvolverá no plano sectorial e de empresa e que voltará a convergir na manifestação nacional marcada pela CGTP-IN para o dia 9 de Junho em Lisboa, e que requer, desde já, a máxima atenção. Santarém também estará presente, em força, na manifestação de 9 de Junho em Lisboa, haverá autocarros a partir das principais cidades do distrito.

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Sem surpresa, a comunicação social dominante tratou as manifestações do 1.º de Maio de acordo com os seus critérios informativos, isto é, desvalorizando, silenciando e manipulando, num esforço continuado para condenar, combater e procurar travar a luta dos trabalhadores e do povo sem a qual não só não seriam possíveis novos avanços na melhoria das condições de vida do povo português como seria igualmente impossível uma real mudança de política.

Este foi um 1.º de Maio de confiança na luta que prossegue, a fazer lembrar os versos de Ary dos Santos:

O que é preciso é termos confiança
Se fizermos de Maio a nossa lança
Isto vai, meus amigos, isto vai

Profissional Liberal na área da cultura. Licenciado em Economia e Gestão da Produção Agro-industrial, Mestre em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia. Militante do Partido Comunista deste 1976, é atualmente membro da Direcção Regional de Santarém do PCP.

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