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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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“1 de março”, por Hugo Costa

No passado dia 1 de março, feriado na cidade templária, celebraram-se os 856 anos da fundação do Castelo de Tomar.  Realizei um discurso que aqui transcrevo na qualidade coordenador da Bancada do PS na Assembleia Municipal.

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“Exma. Sra. Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Dra. Anabela Freitas na sua pessoa saúdo todos os eleitos da Câmara Municipal de Tomar e os trabalhadores desta casa, que no dia a dia dão o melhor de si na defesa do interesse público. A Sra. Presidente é igualmente a principal responsável pela dignidade que as cerimónias deste dia passaram a ter. Os agradecimentos por esse motivo em nome da bancada do Grupo Municipal do PS.

Exmo. Deputado e amigo António Gameiro, obrigado pela presença que tanto nos dignifica.

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Exmo. Presidente da Assembleia Municipal, Exmos. Presidentes de Junta do Concelho, polos centrais de empenho diário em resolver os problemas das populações em proximidade, Exmos. Deputados Municipais, Coletividades do concelho que diariamente engradecem o nome de Tomar e os homenageados que dignificam o nosso concelho.

As Coletividades centenárias homenageadas merecem todo o nosso reconhecimento pela capacidade de resistirem e por fazerem sempre mais. Estas coletividade passaram por muitas fases, por regimes políticos e sempre conseguiram crescer e sobreviver. Obrigado a todos. Respeito pelo vosso trabalho e História.

O tema das comemorações deste ano está relacionado com a Proteção Civil. A proteção de todos os cidadãos é um fator crucial, por isso, na pessoa do Sr. Comandante Carlos Gonçalves cumprimento toda a estrutura de comandado e bombeiros, dos nossos Soldados da Paz. O desafio de um corpo municipal é enorme nomeadamente no contexto da legislação nacional. Vida por Vida é o vosso lema e podem contar com nosso empenho na vossa defesa.

Esta data celebra a História, mas também, celebra o futuro. A História é um criar e um desfazer de ilusões, tal como definida pelo mestre Vergílio Ferreira. Temos de olhar para História de Tomar. Dos antigos mestres que esculpiram a pedra bruta em Tomar. De D. Gualdim Pais a D. Loupo Dias de Sousa somos fruto dos mestres templários que nos antecederam.

Umberto Eco príncipe dos escritores e intelectuais do Século XX definiu Tomar como o “Umbigo do Mundo”. Hoje, com desaparecimento do autor do Pêndulo de Focualt temos de fazer jus à História. Um concelho que não respeite a História é um concelho sem futuro. Temos de saber compreender os sinais da História para compreender os sinais dos tempos.

Tomar é um concelho cheio de oportunidades que devem ser aproveitadas em grande escala. O Convento de Cristo, a Sinagoga, a mística templária, a beleza do Rio Nabão ou da albufeira do Castelo de Bode devem ser aproveitas para a maximização do turismo. O turismo é responsável por 50% das exportações de serviços no país e encontra em Tomar um ponto de aposta clara. Um concelho que da mística templária, à romanização, passando pelo judaísmo consegue responder a todos os desafios do turismo cultural, conjugado com a Festa maior, a Festa dos Tabuleiros, que todos os tomarenses, um dia esperam que seja Património Mundial pela Unesco. As nossas paisagens naturais são belas e devem ser valorizas, apoiadas e não esquecidas.

A educação deve igualmente ser de excelência, assim como, a inovação. O Instituto Politécnico de Tomar e a IBM são prova dessa capacidade. A qualidade do ensino das artes e música em muitas das nossas associações. O desporto é igualmente algo que nos une, e que nos pode potenciar.

Mas “nem tudo são rosas”! Precisamos de emprego e investimento. Precisamos que todos os cidadãos tenham os mesmos direitos à habitação, respeitando o artigo 65 da Constituição da República Portuguesa, que agora celebra 40 anos. Enquanto, existirem tomarenses sem habitação, sem emprego e a passar necessidades não devemos baixar os braços. Sabemos da capacidade da Sra. Presidente e da sua equipa para enfrentar estes desafios.

A saúde necessita de repostas urgentes, não devemos permitir que a situação continue assim no concelho. Todos os tomarenses necessitam de qualidade no acesso aos cuidados de saúde.

Continuaremos a lutar e a dignificar o poder local democrático em Tomar, conquista maior da democracia. Ao longo de mais de quarenta anos muito foi feito, mas, muito existe por fazer. Acreditamos que todos os que estiveram à frente do município sempre deram o seu melhor. Podem contar connosco, para em conjunto construirmos um concelho de Tomar mais justo e solidário.

Os valores da justiça e da solidariedade fazem mais sentido do que nunca, mas, não nos esqueçamos de todos os dias de nos orientarmos pelo lema da Revolução Francesa, de defender a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Num mundo tão complexo como o dos tempos de hoje, temos de olhar para os sinais e compreender que o “umbigo do mundo” terá de ser um ponto de paz e tolerância.

Um concelho com as suas freguesias, onde a igualdade entre todos os cidadãos seja a marca e o ponto-chave. Não existem tomarenses de primeira ou segunda. O cidadão de uma aldeia que diste a mais de 15 km da sede de concelho, tem os mesmos direitos que um cidadão da Alameda 1 de Março.

Servir os cidadãos é obrigação dos eleitos, sabemos que esse trabalho e empenho é a chave do sucesso. Podem contar connosco!”

 

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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