“Votos contados, deputados/as eleitos. E agora?”, por Helena Pinto

Helena Pinto

Fechadas as urnas e contados os votos iniciou-se mais um capítulo da nossa Democracia. Foi uma das mais disputadas campanhas eleitorais, o PS ganha sem maioria absoluta, a direita averba uma derrota significativa, o BE reforça a sua posição como 3.ª força política e mantém o mesmo número de deputados e deputadas (perde a representação no Funchal e um eleito no Porto, mas reforça em Braga e Aveiro), a CDU continua na sua rota descendente. PAN reforça-se, Livre e Iniciativa Liberal conseguem eleger um deputado cada. CHEGA entra no Parlamento introduzindo uma nova situação – a extrema-direita terá voz parlamentar.

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Estamos perante um novo Parlamento e a questão que todos colocam é saber qual será o apoio do novo Governo. Continuará o PS a governar à esquerda, aprofundando direitos, apostando na melhoria das condições de vida das pessoas, desenvolvendo os serviços públicos, apostando no investimento público para puxar pela economia do país?

Neste momento está tudo em aberto. É aliás prematuro fazer diagnósticos que poderão ser parciais e facilmente ultrapassáveis pelos acontecimentos. É assim a política. E assim tem muito mais interesse.

No distrito de Santarém a eleição correspondeu ao que se esperava, sendo de assinalar que o CDS sai de cena e a CDU elege o seu deputado mesmo na última hora.

O Bloco mantém-se a 3.ª força política no distrito, perde votos na linha do que perde a nível nacional e elege Fabíola Cardoso, uma mulher, professora, lésbica. Como se sabe o processo de escolha dos primeiros candidatos do BE no distrito não foi fácil e houve mesmo quem considerasse que a candidata não era adequada ao “perfil do distrito”, incluindo aqui, também, a sua posição de condenação das touradas. Os resultados aí estão para provar o contrário e como foi acertado insistir no combate ao conservadorismo como uma das linhas de campanha.

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Muito fica por dizer, mas voltaremos a este tema certamente.

Os próximos dias e talvez semanas serão interessantes, desafiantes e fundamentais para o próximo futuro de todas e todos nós. Já votámos mas não nos devemos agora abster de seguir e influenciar as próximas decisões.

2 COMENTÁRIOS

  1. Concordo por inteiro ao que foi escrito.
    Estou curioso com o que acontecerá mas duvido que haja “Geringonça”…
    Acho que o BE e o PCP aprenderam que, ao coligarem-se com o PS, terão de “comer e calar”, apesar de talvez conseguirem implementar uma ou outra medida, e perderão um pouco a força.
    Curioso também com o que trará de novo a deputada do BE para Santarém e para o País.

    Cumprimentos!

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