VN Barquinha | Projeto do bioparque em fase de estudo de impacte ambiental

O BARK tem como preocupações principais a conservação e a reprodução de espécies em vias de extinção. O projeto prevê ter 260 espécies animais numa primeira fase, metade das quais em vias de extinção, com potencial para chegar às três mil espécies diferentes. Foto: DR

O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire (PS), disse ao mediotejo.net que o Projeto Empresarial Bark — Biopark Barquinha, bioparque que se prevê construir até meados de 2021 junto ao parque empresarial, está em fase de execução do estudo de impacte ambiental.

PUB

O processo já se encontra na Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo, sendo que esta fase tem uma duração aproximada de nove meses.

“Até ao momento não há qualquer impedimento, não há qualquer travão ao projeto”, tranquiliza o autarca, tendo revelado que técnicos do ICNF –  Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, estiveram no terreno a semana passada para avaliar o impacto do projeto na área florestal.

Fernando Freire acredita que o impacte ambiental será pouco significativo até porque a movimentação de terras será residual e o objetivo é aproveitar as árvores que existem no terreno. Poderá haver necessidade de abater algumas árvores nas zonas de construção, mas o objetivo é tentar preservar ao máximo o espaço.

Desde que foi apresentado na Assembleia Municipal de 15 de fevereiro, o BARK – Bioparque da Barquinha já foi classificado por aquele órgão como de Interesse Municipal, ao mesmo tempo que foi aprovada a suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) em vigor desde 1994, de modo a possibilitar a instalação do mega-projeto cujo investimento ronda os 70 milhões de euros.

PUB

As 260 espécies animais iniciais serão distribuídas por 43 hectares de terreno, dividido em quatro habitats representando quatro diferentes regiões mundiais: arquipélago indonésio, pantanal, Peneda-Gerês e savana africana.

O BARK – Bioparque da Barquinha nascerá a norte do centro empresarial de Vila Nova da Barquinha, na zona fronteiriça com o concelho de Tomar. João Paulo Rodrigues, o investidor de 22 anos, destaca a localização do empreendimento, entre a A23 (com ligação a Espanha) e a A13, com a A1 a 15 minutos de distância, a estação ferroviária do Entroncamento a 5 minutos e a 15 minutos do Convento de Cristo, em Tomar.

Além das acessibilidades e da centralidade estratégica, destacou ainda a envolvente florestal, considerando ser “o melhor local” onde o parque poderia implantar-se.

“Este será o primeiro bioparque do país, o segundo da Europa e o quinto do mundo a estar aberto durante a noite”, anunciou João Paulo Rodrigues que, aos 22 anos, é licenciado em biologia e está a frequentar a licenciatura em veterinária em Londres.

Conceito diferente de um jardim zoológico, “um bioparque segue o conceito de imersão, onde se tenta recriar ao máximo o habitat natural dos animais, fazendo imergir o visitante nesse habitat e privilegiando ao máximo o bem-estar animal”, explica o investidor.

O objetivo é “educar e sensibilizar os visitantes, e a população local, para encarar e viver com a natureza numa simbiose que esperamos perfeita”, disse João Paulo Rodrigues na altura da apresentação do projeto.

Está prevista a criação de 150 postos de trabalho diretos e aponta-se o dia 25 de março de 2021 como data de abertura.

O projeto contempla um hotel de quatro estrelas com 130 quartos, um restaurante com 300 lugares sentados, um anfiteatro com mil lugares, estacionamento para 397 lugares (390 ligeiros e sete autocarros), um centro pedagógico e uma clínica veterinária. A expectativa do promotor é a de receber 450 mil visitantes no primeiro ano

PUB

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here