VN Barquinha | O fim inesperado da Cooperativa Cultural Mercado das Artes

Os cinco fundadores da Cooperativa "Mercado das Artes (Foto: mediotejo.net)

Acabou prematuramente a Cooperativa Cultural Mercado das Artes, fundada em agosto de 2017 por cinco amigos em Vila Nova da Barquinha. “Falta de recursos e de pessoas para prosseguir os seus objetivos” é a razão apontada pela arquiteta Fátima Capela, um dos elementos fundadores da Cooperativa, para a sua dissolução e liquidação.

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Sem se alongar em mais comentários, Fátima Capela apenas lamenta o fim de um projeto inovador e interessante na região mas que registou pouca adesão.

O último ato foi registado a 28 de dezembro de 2018 com a dissolução e liquidação da Cooperativa, ficando Fátima Capela como depositária.

A história da Mercado das Artes começa com a constituição da cooperativa a 1 de agosto de 2017 por iniciativa do artista plástico Carlos Vicente, arquiteta Fátima Capela, vereadora da Câmara Municipal da Barquinha Marina Honório, designer gráfico Paulo Passos e técnico de comunicação e fotógrafo Pérsio Basso.

De acordo com os estatutos, o seu objeto era “a produção, divulgação e comercialização de obras artísticas e editoriais e a formação e informação dos Cooperadores e do público em geral na área das Artes Visuais e dos Estudos de Arte e em outras áreas da criação e do saber”.

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Em novembro 2017 os estatutos foram ajustados, no final de janeiro de 2018 dá-se a apresentação pública da Cooperativa por parte dos cinco fundadores, numa reunião informal onde se registou a adesão de novos cooperantes. Em março de 2018 confirma-se a mudança da sede  para o edifício do Centro de Arte Contemporânea (CEAC) na rua da Barca e em junho Carlos Vicente deixa de ser administrador passando a pasta a Tânia Galhano, do Entroncamento.

Os fundadores do projeto que tinha como objetivo “a aglutinação de todos as pessoas da região do Médio Tejo ligadas às artes, à cultura, ao artesanato e às indústrias criativas para a criação de uma grande rede de networking” acabaram por perder entusiasmo. Cada um com os seus afazeres profissionais e perante a escassa adesão às suas iniciativas, concluíram que a Cooperativa já não tinha razão de existir pelo que optaram pela dissolução e liquidação.

Pelo caminho ficaram muitos projetos como a formação e dinamização de workshops, a organização de eventos culturais e a promoção de uma bienal de artes no Médio Tejo.

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