VN Barquinha | Império do Espírito Santo está presente em 12 dos 13 concelhos da região (c/fotos)

Visita guiada à exposição pelo curador Manuel Gandra. Foto: mediotejo.net

Manuel J. Gandra, o curador da exposição “O Império do Divino Espírito Santo no Médio Tejo”, fez algumas revelações inéditas sobre as suas investigações acerca do tema, durante a inauguração no Centro de Interpretação Templário Almourol (CITA), de Vila Nova da Barquinha, no dia 9 de junho.

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O investigador revelou que 12 dos 13 concelhos da região do Médio Tejo “estão repletos de memórias do Império do Espírito Santo”. Excluiu apenas o Entroncamento por ser um concelho recente.

Para Manuel Gandra, a exposição sobre o Espírito Santo agora inaugurada “aparentemente é alheia à temática Templária”, mas “na realidade o tema Templário e a exposição são duas faces da mesma moeda”.

Império do Espírito Santo está presente em 12 dos 13 concelhos da região. Foto: Pérsio Basso

Na conferência de apresentação do catálogo que antecedeu a inauguração da exposição, o investigador sublinhou que “os Templários tinham objetivos materiais mas também espirituais que passavam pela criação de uma humanidade fraterna”.

“Este território, que era sobretudo Templário, tinha já essa componente espiritual presente mas tornou-se mais evidente quando entrou na história a Ordem de Cristo e adotou para si o Império do Espírito Santo”, explicou Manuel Gandra.

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Já na exposição, que ocupa um dos corredores do CITA, os visitantes puderam apreciar medalhas, imagens, cartazes, livros antigos, entre uma série de objetos e documentos relacionados com o tema. Da região há referências a festas do Divino Espírito Santo em Sardoal, Alcanena e Meia Via, mas o destaque vai para a Festa dos Tabuleiros de Tomar.

Três das vitrinas estão preenchidas com objetos relativos ao culto do Divino Espírito Santo nos Açores, no Brasil e na América do Norte.

Manuel Gandra dispõe de muito mais peças sobre o tema mas dada a limitação de espaço teve de ser feita uma seleção criteriosa. No ar ficou a perspetiva de uma outra exposição.

Inauguração e lançamento do catálogo da exposição 'O Império do Divino Espírito Santo no Médio Tejo' no Centro de Interpretação Templário de Vila Nova da Barquinha

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 9 de junho de 2019

Fernando Freire destaca vestígios Templários no concelho

Depois de agradecer a “colaboração inexcedível” de Manuel Gandra na exposição, o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha falou do “projeto arrojado” do CITA numa lógica de identidade do território transversal a todo o Médio Tejo.

Fernando Freire recordou que existem no concelho dois castelos templários: Almourol e Zêzere, sendo que deste último há apenas alguns vestígios.

“Já está feito o levantamento de uma muralha medieval que se encontra a nascente”, e “gostaríamos de, no próximo ano, fazer escavações arqueológicas no local”, anunciou o autarca.

Exposição no CITA está patente ao público desde dia 9 de junho. Foto: Pérsio Basso

Referiu-se ainda à existência de um cais Templário junto ao rio Zêzere, levando o edil a acreditar que foi ali “que se iniciaram os descobrimentos portugueses”.

Também para Manuel Gandra “a expansão marítima portuguesa começou a partir do Zêzere e de Almourol, portanto, do que é hoje Vila Nova da Barquinha”. Foi o Comendador de Almourol Frei Gonçalo Velho quem descobriu as Ilhas de Santa Maria e de S. Miguel (Açores) que inicialmente se chamavam Almourol e Cardiga, segundo o investigador.

E terá sido desta região do Médio Tejo e nessa altura que o culto ao Divino Espírito Santo chegou aos Açores e depois às Américas.

A exposição “O Império do Divino Espírito Santo no Médio Tejo” vai estar patente até ao final do ano podendo ser visitada de segunda a sexta-feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Achei muito interessante a exposição e o tema e o seu artigo. Gostaria muito de levar à exposição um grupo de açorianos para quem o Espírito Santo é muito importante. Será que me pude facilitar o contato com o investigador Manuel Gandra? Fico-lhe muito grata.

    Cumprimentos

    Manuela Meneses

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