Vila de Rei | Investidor pretende instalar kartódromo no concelho em 2020

Foto: Pixabay

O assunto foi tema na passada reunião ordinária pública de 15 de novembro, onde o executivo camarário deliberou favoravelmente duas modalidades que apoiem e disponibilizem a venda de terreno situado na área de expansão da Zona industrial do Souto para este fim. Ricardo Aires, presidente da CM Vila de Rei, adiantou que é vontade do empresário avançar com a instalação do kartódromo no primeiro semestre de 2020.

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Aguarda-se agora parecer da CCDR Centro sobre a suspensão parcial do PDM, no sentido de permitir o uso para a construção do equipamento. Caso contrário, terá de se aguardar pela entrada em vigor da 3ª alteração ao regulamento do PDM.

O terreno com cerca de 3,2 ha, localizado na Rua da Lomba das Torres, Zona industrial do Souto, freguesia de Vila de Rei, é considerado “o melhor posicionado” para a instalação daquele negócio, quer pela dimensão, quer pela proximidade à ETAR do Souto, permitindo rápida ligação de infraestruturas.

Segundo Ricardo Aires, presidente da autarquia, para possibilitar a instalação do kartódromo naquele terreno tem que se suspender o PDM (Plano Diretor Municipal) naquele local. Tal decisão “aguarda parecer da CCDR Centro, para que se pronuncie sobre a viabilidade de construção nesta modalidade”, sendo este o processo “mais célere”.

Como justificação está a “possibilidade de criação de postos de trabalho e criação de riqueza no concelho”. O autarca frisou que este é “mais um investimento que é bem-vindo, e se correr bem para o empresário, será bom para o concelho também”, disse, esperando que o projeto vingue.

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Por outro lado, a autarquia pretende garantir a libertação geral daquele terreno, e caso não seja possível pela via anterior, a autarquia deixa salvaguardada a utilização futura do terreno com a proposta da 3ª alteração ao regulamento do PDM, solução que é, no entanto, mais morosa, devendo alongar-se cerca de “dois meses”.

Foto: mediotejo.net

A proposta de alteração ao regulamento do PDM pretende “promover uma ocupação estruturada que garanta instalação e/ou relocalização de novas atividades económicas, suas funções complementares e respetivas infraestruturas adequadas às necessidades previstas”, ficando o terreno liberto para outra utilização, seja para fins industriais, comércio, fins desportivos, etc, explicou o presidente de Câmara.

Além deste ponto, pretende-se ainda “estabelecer as regras e orientações a que obedece a ocupação, uso e transformação do solo”, “assegurar a proteção e integração paisagística da unidade”, e garantir que “a solução urbanística projetada do plano diretor municipal deve assegurar o seu enquadramento com a envolvente”.

“O investidor para a concretização do investimento proposto, não dispõe de prazos compatíveis com os necessários aos processos comuns de alteração dos planos municipais de ordenamento do território”, razão que levou a esta tomada de posição da autarquia.

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