Vila de Rei | Hotel vai a hasta pública por um valor inferior a 450 mil euros

Hotel de Vila de Rei. Foto: DR

O Hotel Vila de Rei segue para venda, pela segunda vez, em hasta pública, após a respetiva aprovação em reunião de executivo. Ricardo Aires (PSD), presidente da Câmara Vila de Rei, deu conta do primeiro concurso ter ficado deserto, tendo sido aprovada uma redução do valor em 9% sobre os 493 mil euros iniciais e que fixa agora o valor base de licitação num montante inferior a 450 mil euros.

O Hotel Vila de Rei necessita de obras e de ser reestruturado, e o Município necessita de dinheiro, explicou o presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, na última reunião de executivo. Por isso, vai avançar com a venda da unidade hoteleira em hasta pública pela segunda vez, tendo em conta que o primeiro concurso ficou deserto.

O hotel é propriedade privada da autarquia e foi avaliado em cerca de 493 mil euros. O Município admite não ter capacidade financeira para entrar em obra e não pode concorrer a fundos comunitários para este fim, defendendo que a solução está nas mãos da iniciativa privada. Por outro lado, a Câmara Municipal necessita de dinheiro para a realização de obras na Praia Fluvial do Penedo Furado e na Praia Fluvial do Bostelim, espaços que Ricardo Aires quer ter funcionais em junho por considerar “a sustentação” do turismo de Vila de Rei.

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Recorde-se que ambos os equipamentos sofreram danos avultados, em dezembro de 2019, durante a passagem da tempestade Elsa, sendo que no concelho os prejuízos ultrapassaram os 650 mil euros.

Como na primeira tentativa de venda em hasta pública apresentou-se uma proposta, no entanto com um valor inferior ao da avaliação, que era o valor base de licitação, o executivo aprovou por unanimidade um segundo concurso para venda em hasta pública, agora com uma redução do valor em 9%, ou seja, cerca de 449 mil euros.

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Reunião de Câmara de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

“As expectativas que tínhamos era ajuda do governo central porque foi muito prejuízo para certos concelhos mas por aquilo que sabemos pela Associação Nacional de Municípios Portugueses é que no Orçamento de Estado não tem verba cabimentada para o furacão Elsa. Tem para o furacão Leslie que já passou há dois anos. Ou seja, mesmo que o apoio venha não chega atempadamente”, explicou ao mediotejo.net Ricardo Aires.

“Não podemos correr o risco das duas infraestruturas não estarem prontas em junho. Falamos sensivelmente de obra no valor de 400 mil euros, fora equipamentos”, indicou.

Ora, estas duas obras “não estavam orçamentadas em dezembro e sem ajuda do Estado português temos de ir buscar dinheiro algures: ou diminuir despesa, ou algumas obras que estavam previstas em orçamento de 2020 poderão ficar para trás, ou obtendo novas receitas, nomeadamente vendendo património”, acrescenta Ricardo Aires, referindo-se então à venda de uma casa em São João do Peso e à venda do Hotel, como escolha preferencial de obtenção de verba.

“Esperemos que estas duas vendas sejam suficientes”, observou.

Ricardo Aires também espera que à segunda seja de vez e que o concurso não fique deserto de propostas. O futuro mostrará se “os concorrentes que foram ver o Hotel, e foram vários, se agora se decidem pela compra do Hotel, para que a entidade privada faça o seu trabalho. Tenho a certeza absoluta que vai fazer um melhor trabalho do que nós caso ficássemos com o Hotel”, defende.

Ainda assim, com a redução de 9%, se também este concurso ficar deserto o presidente conta com um parecer jurídico. “Caso fique deserto iremos falar com as pessoas que estão interessadas e podemos negociar diretamente”. Contudo, a Câmara Municipal irá “colocar o caso publicamente para toda a gente saber que tem até determinada data para dizer de sua justiça. Vencerá a melhor proposta em termos financeiros e também o modelo de negócio para o Hotel. Tem de haver qualidade!”, sublinha Ricardo Aires.

O presidente esclareceu que a venda do Hotel passa por uma condição fundamental: durante 10 anos tem de permanecer como unidade hoteleira e de restauração. No caso de incumprimento, o Hotel volta para a propriedade do Município a custo zero.

De referir ainda que o atual concessionário – a empresa AlmaRei – ainda tem cerca de quatro anos de contrato para exploração da unidade hoteleira em causa, e a empresa detentora da cessão de exploração lançou uma proposta de aquisição no valor de 300 mil euros.

Recorde-se que a unidade hoteleira, datado da década de 90, reabriu portas a 31 de março de 2017 como Hotel Vila de Rei, com o atual concessionário responsável pela sua exploração e sucedendo à antiga Albergaria D. Dinis. Desde início que a empresa manifestou intenção de subir a categoria daquela unidade para 4 estrelas.

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