Vila de Rei | Hotel D. Dinis é realidade e deverá passar a 4 estrelas

Foto: mediotejo.net

Depois de ter sido anunciado o seu novo concessionário, o espaço da antiga Albergaria D. Dinis poderá vir a ser ampliado e convertido num hotel de 4 estrelas. Segundo o autarca da CM Vila de Rei, Ricardo Aires, a intenção da empresa “Almarei, Unipessoal Lda.” foi-lhe transmitida pelos empresários numa reunião que aconteceu nesta segunda-feira. A ideia é aumentar o número de quartos e proceder à reestruturação do estabelecimento hoteleiro de modo a subir de 3 para 4 estrelas na sua classificação.

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“Estão a recorrer aos seus consultores privados”, disse ao mediotejo.net Ricardo Aires, presidente da câmara de Vila de Rei, após a reunião de executivo desta terça-feira.

Segundo o autarca, os empresários pretendem fazer um projeto para o Hotel D. Dinis, com vista à ampliação de quartos, reconhecendo que este investimento na reestruturação torna o empreendimento “mais sustentável”.

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“Ter 17 quartos ou ter 29 quartos é muito diferente”, salientou Ricardo Aires, mostrando-se confiante com este novo concessionário e fazendo notar a intenção de pôr em prática um plano de ação, com ampliação do nº de quartos e com vista à reclassificação do hotel, que muito possivelmente mudará de nome, deixando de ser Albergaria, algo que, segundo explicou o autarca na reunião de executivo, deverá vir a próximas reuniões, tal como todos os procedimentos/propostas/sugestões dos empresários que ali deverão ser aprovados.

Para Ricardo Aires este investimento revela-se imperativo, pois “muitas vezes as pessoas não ficam no concelho por causa do dito «autocarro»”, fazendo referência ao facto de não existir outro estabelecimento com mais de 25 camas na sede de concelho que permita albergar turistas/visitantes quando assim é necessário.

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Foto: CM Vila de Rei

“É uma mais-valia para o concelho, o Hotel D. Dinis é um ex-libris do concelho, considerando que “sem esta valência” não se alcança dinamização turística em Vila de Rei, ainda que exista uma pensão e espaços de turismo rural, estes revelam-se insuficientes quando ao nº de camas disponibilizadas, reforçando a necessidade de conseguir ter capacidade de albergar “a camioneta” na sede de concelho.

O investimento será privado, mas ao mesmo tempo com participação da CM Vila de Rei, estando em vista a isenção de pagamento de taxas associadas e possível comparticipação autárquica na fatia respeitante à comparticipação dita nacional.  “Porque tudo vai ficar ali e é nosso (…) tudo o que vai ser feito, vai ficar para o município de Vila de Rei” uma vez que o espaço é propriedade da autarquia, justificou o autarca, uma vez que a CM não tem 100% da obra para dar ao privado, acrescentando o autarca que não pode fazê-lo.

Ainda assim, Ricardo Aires demonstrou estranheza pelo facto de os fundos comunitários, “especialmente nestas medidas, não deixarem os municípios que tenham estas instalações candidatar-se. Eu candidatava-me, mas não posso”, lamentou.

Obras na sede de concelho decorrem com normalidade

Questionado sobre o ponto de situação das obras que atualmente decorrem no concelho, ou aquelas cujos concursos estão já a decorrer para que possam ser levadas a cabo ainda este ano, o autarca frisou que decorrem “normalmente”.

A obra de reconversão da antiga C+S e remodelação do parque de feiras, que prevê a  construção de um novo espaço verde, com um campo polidesportivo, anfiteatro, parque de merendas, aumento do parque infantil já existente e criação de um espaço ajardinado com árvores de grande porte, “está a decorrer, ainda no início, mas é intenção que se acabe em final de maio”.

Quanto às obras de remodelação e ampliação da Escola Básica e Secundária do Centro de Portugal, que envolvem um investimento superior a meio milhão de euros e que tiveram início a 31 de agosto de 2016, prevê-se que a sua conclusão aconteça em abril. A informação foi confirmada em reunião de obra com o empreiteiro, revelou o autarca Ricardo Aires.

Já quanto aos trabalhos do Centro Geodésico prevê-se que acabem “em princípio no final de março”. Os trabalhos de beneficiação incluem alargamento da estrada de acesso e repavimentação da mesma, criação de uma maior área de estacionamento (incluindo um espaço próprio para autocarros), criação de um acesso pedonal e ciclovia, criação de um quiosque junto à zona de merendas e sombreamento da mesma.

O autarca enumerou ainda alguns concursos abertos e outros que ainda virão a ser, nomeadamente o de Milreu, “que deverá terminar em agosto, sendo a primeira empreitada” respeitante à instalação de nova rede de saneamento e rede de abastecimento de água naquela localidade, concurso que foi publicado em Diário da República a 16 de fevereiro e que se prevê que tenha um prazo de execução de 3 meses com preço base de 340 mil euros – um investimento autárquico sem apoios comunitários.

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