Vila de Rei | Aliança defende seguros de saúde para todos e fim das portagens nas ex-SCUT (C/ÁUDIO)

O partido Aliança defendeu em Vila de Rei seguros de saúde para todos e fim das portagens nas ex-SCUT. Foto: mediotejo.net

O presidente do partido Aliança deu hoje destaque à área social numa visita a diversas instituições de solidariedade social em Vila de Rei (Castelo Branco), tendo defendido “seguros de saúde para todos” e o “fim das portagens” nas ex-SCUT.

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“Numa altura em que se admitem tempos com uma forte presença de setores mais à esquerda no próximo parlamento, desta vez, depois de visitas temáticas sobre incêndios, área florestal e área económica, quis sublinhar a tónica social neste distrito e chamar a atenção para o trabalho que estas instituições fazem”, disse à Lusa Pedro Santana Lopes no final de uma visita a uma Fundação que acolhe 52 cidadãos portadores de deficiência em lar e em Centro de Atividades Ocupacionais, e ao Centro Geriátrico de Vila de Rei, instituição também lotada e que acolhe 60 idosos em permanência.

O presidente do partido defendeu “seguros de saúde para todos”, num Serviço Nacional de Saúde (SNS) que a Aliança quer que seja “requalificado e eficiente, assente na liberdade de escolha para todos os portugueses, seja através da generalização dos seguros de saúde, seja através da abertura da ADSE”, de modo a que o SNS “possa ser também pago pelos seguros de saúde, ou, quando não têm SNS, poderem ir aos privados”.

O líder da Aliança, acompanhado de Ana Camilo, cabeça de lista por Castelo Branco, destacou a “obra de grande alcance social” desenvolvida em Vila de Rei pela provedora da Misericórdia local, a ex-presidente da autarquia Irene Barata. Foto: mediotejo.net

Para Santana Lopes, “os que já pagam impostos depois podem deduzir na sua declaração fiscal, os que não pagam tem de ser o Estado a providenciar” [o pagamento do prémio de seguro], numa generalização [de seguros] que contribua para o financiamento do SNS, usufruindo da partilha do risco e proporcionando a liberdade de escolha dos cidadãos.

O SNS deveria então afirmar-se como “um sistema onde coabitem públicos, privados e terceiro setor, que aumentem a oferta e contribuam para a sua qualidade, sem listas de espera, sem adiamentos de cirurgias e serviços fechados”, como já tinha sido anunciado no congresso fundador do partido.

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“A Aliança é liberal na economia mas entendemos que o Estado rem de ter uma forte presença nos setores sociais” afirmou Santana Lopes, dando como exemplos o setor da “cultura, educação e saúde”.

O presidente do partido Aliança defendeu ainda a “isenção de portagens nas ex-SCUT” para residentes e empresas do interior como uma “questão de justiça mínima”, tendo lembrado as “fortíssimas reduções” nos passes sociais de quem habita nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Santana Lopes, presidente do Aliança, e Ana Camilo, cabeça de lista por Castelo Branco. Foto: mediotejo.net

Entre as medidas do partido para a próxima legislatura, Santana Lopes falou ainda da “descentralização, desconcentração e deslocalização efetiva de serviços do Estado para territórios de baixa densidade”, da “implementação de planos de revitalização e modernização da ferrovia” e da “reflorestação do território”, tendo criticado o fato de “não estar ainda no terreno um grande plano nacional de reflorestação”.

O líder da Aliança destacou ainda à Lusa a “obra de grande alcance social” desenvolvida em Vila de Rei pela provedora da Misericórdia local, a ex-presidente da autarquia Irene Barata, de quem ouviu algumas queixas por falta de apoios à institucionalização de cidadãos portadores de deficiência, num município com cerca de quatro mil habitantes e que tem na Misericórdia local a principal fonte de emprego, com 250 funcionários a seu cargo nas valências de creche, jardim de infância, unidade de cuidados continuados, três lares, residências assistidas e apoio domiciliário, entre outros.

A comitiva do Aliança, liderada por Pedro Santana Lopes, esteve durante amanhã em Vila de Rei. Foto: mediotejo.net

“As pessoas têm de olhar muito bem para os programas dos partidos e ver o que cada um defende a sério”, afirmou Santana Lopes, para quem a Aliança quer “ser a voz dos que não têm voz no parlamento”.

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