Tramagal | Ribeira de Alcolobre em destaque na National Geographic

A ribeira de Alcolobre, em Crucifixo, Tramagal, é a foto do mês de janeiro na revista National Geographic Portugal. Foto: NG/Carlos Correia

A ribeira de Alcolobre é a foto do mês de janeiro na revista National Geographic Portugal. Da autoria de Carlos Correia, a qualidade do registo fotográfico não só deu o destaque a esta ribeira como questiona: “Pode uma fotografia confundir-se com uma pintura?”

PUB

Na ribeira de Alcolobre, perto da aldeia do Crucifixo (freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes), “o fotógrafo deparou com esta metáfora do Outono expressa no espelho de água. A vegetação tombava sobre a água, um moinho vizinho (apropriadamente conhecido como o Moinho do Poeta) emprestava contexto a este afluente do Tejo”, pode ler-se na descrição feita pela revista.

Embaixador em Portugal da Kolari Vision, uma empresa norte-americana que converte câmaras para infravermelhos e full spectrum, o fotógrafo procurou um enquadramento adequado. A imagem resultante deixou a paisagem com “cores diferentes das que estamos habituados na fotografia dita normal”, refere a National Geographic.

A ribeira de Alcolobre marca o limite entre o concelho de Abrantes e Constância e desagua na margem esquerda do rio Tejo, representando seguramente um dos locais mais belos do Ribatejo Interior. Ao longo do seu percurso atravessa um vale encaixado e profundo que involuntariamente condicionou a utilização de todo o ecossistema ribeirinho, preservando-se o património natural ali existente.

Com uma galeria ripícola bem conservada composta pelo amieiro (Alnus glunitosa), freixo (Franxinus angustifolia), borrazeira-preta (Salix atrocinerea), borrazeira-branca (Salix salvifolia) e amieiro-negro (Frangula alnus), a ribeira de Alcolobre alberga ainda uma comunidade representativa de gilbraldeira (Ruscus aculeatus) e de feto-real (Osmunda regalis).

PUB

No que diz respeito ao património construído realça-se a presença de várias ruínas de azenhas e respectivas levadas que conduziam a água.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here