Torres Novas | Poeta Martinho Branco apresenta livro em Riachos

O poeta Martinho Branco. Foto: Pedro Branco

Este sábado à tarde, às 16:00, o poeta Martinho Branco “joga em casa”. Será em Riachos, sua terra natal, e rodeado de muitos amigos, que apresentará o livro que lhe valeu o Prémio Literário do Médio Tejo em 2018, na categoria de Poesia.

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A apresentação de “O homem que tirava retratos”, lançado em junho deste ano na Feira do Livro de Lisboa pela Médio Tejo Edições / Origami Livros, integra-se no 100º Encontro de Poesia do Núcleo de Arte de Riachos, num evento com a colaboração do Museu Agrícola de Riachos e a Associação para a Defesa do Património Histórico e Natural da Região de Riachos. A sessão terá também música ao vivo, com o Duo Outrora (guitarra e bandolim).

Nascido nesta vila de Torres Novas, Martinho Branco reside no Entroncamento, é professor na Escola EB1 de Azinhaga, na Golegã, e faz parte do movimento internacional Poetrix desde 2001. Apesar de ter obra publicada de forma dispersa, este é o seu primeiro livro em nome individual.

O professor António Mário Santos escreveu no prefácio do livro que, sendo antiga a sua relação pessoal e literária com o autor, que antologiou em Poetas Torrejanos Contemporâneos, conhecia a sua adesão à corrente brasileira Poetrix, criada pelo poeta baiano Goulart Gomes, no final da década de 90. “O fotógrafo-poeta sintetiza no terceto, através da metáfora, da imagem, o clique do disparo da máquina contida no título. A armadilha está no isco, não na pesca.”

Para António Matias Coelho, presidente da Associação Casa-Memória de Camões e membro do júri do Prémio Literário do Médio Tejo, “Martinho Branco é um mestre da palavra, e um mestre a surpreender-nos com o que é possível fazer com as palavras”. Este é, diz, “o livro de um homem muito sensível”, por onde perpassam uma série de emoções. “Fala-nos de amor e da natureza, chama a atenção para causas sociais, fazendo por exemplo a denúncia do analfabetismo, da exploração, da pobreza. Fala-nos também da ‘cidade que se esquece de ser feliz’, na correria dos dias. É portanto um livro de preocupações, de inquietações, de revoltas também.”

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O Prémio Literário do Médio Tejo, uma iniciativa da Médio Tejo Edições com o apoio do TorreShopping e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, premiou em 2017 as obras “20 poemas de dores e amores”, de António Lúcio Vieira (Poesia), “na massa do sangue”, de Evelina Gaspar (Romance) e “O Arneiro – 100 anos depois da Guerra”, de Paulo Jorge de Sousa (Não-Ficção). Em 2018, além de Martinho Branco na Poesia, foi distinguida a obra de Não-Ficção “A Árvore Cantante”, de Paulo Alves. O júri entendeu não atribuir, em 2018, o prémio de Romance.

Os vencedores de 2019 serão revelados em outubro.

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