Torres Novas | O skatepark de Frederico Catarino tornou-se realidade

Frederico Catarino foi o promotor da proposta do skatepark que venceu o Orçamento Participativo sub-18 Foto: mediotejo.net

Há muito uma ambição entre os skaters de Torres Novas, a proposta vencedora de Frederico Catarino, 18 anos, no Orçamento Participativo sub-18, tornou-se realidade este sábado, 18 de novembro, com a inauguração do equipamento no tabuleiro superior do Almonda Parque. A obra, com um orçamento de 10 mil euros, satisfaz as necessidades dos skaters e tem a particularidade de ser amovível, podendo ser reinstalada noutra localização se necessário.

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Estudante de arquitetatura na Universidade do Porto, Frederico é um apaixonado do skate, integrando um grupo de skaters no concelho. Conforme recordou ao mediotejo.net, inicialmente este grupo utilizava o skatepark que existia na Quinta da Silvã, entretanto desativado, mas já não altura um espaço que não oferecia quaisquer condições aos atletas. Organizaram-se pedidos de assinaturas e petições para que o município investisse num novo skatepark, porém sem resultados.

Estrutura em madeira tem duas grandes rampas de descida e um conjunto de obstáculos. Foto: mediotejo.met

Frederico e os amigos decidiram então apostar no Orçamento Participativo. A primeira tentativa, no geral, não teve votos suficientes. Com a abertura do Orçamento Participativo sub-18 no último ano, Frederico tornou a concorrer, conseguindo a aprovação da proposta, que indicava também a empresa que deveria elaborar o parque, a Academia de Patins. Estavam 10 mil euros à disposição, o que resultou num estrutura em madeira com uma placa de fenólio.

“Dentro do orçamento que nós tínhamos há uma grande diversidade de obstáculos”, explicou Frederico Catarino, tendo o espaço inclusive condições para pequenas competições de skate, embora não para o Circuito Nacional de Skate. “É muito bom”, frisou, adequando-se às necessidades dos skaters torrejanos.

Sendo em madeira, os diversos equipamentos terão uma durabilidade mais reduzida, mas, destacou Frederico, têm um valor de manutenção mais baixo e podem facilmente sem ampliados (e até deslocalizados). “O chão não é o melhor”, reconheceu, mas a localização central do Almonda Parque compensa esta fragilidade, sendo também afastado de uma zona com prédios de habitação.

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Entretanto o grupo de entusiastas do skate cresceu e a maioria está agora na universidade, mas Frederico Catarino não desanima e aponta para os mais novos, que surgiram na inauguração para experimentar o skatepark. “Tem futuro”, defendeu.

Executivo municipal inaugurou o skatepark, uma estrutura em madeira que pode ser deslocalizada. Foto: mediotejo.net

Frederico Catarino é um apaixonado da modalidade. “Isto é uma cultura. Não é só desporto; é individual mas não é competição. É a companhia”, salientou.

Todo o executivo municipal compareceu à inauguração, com o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, a descrever o momento como “muito desafiador”. “O skatepark é um anseio de muitos jovens há muitos anos”, recordou, tendo acabado por ser proporcionado graças ao Orçamento Participativo sub-18. Terminaria assim a elogiar as capacidades dos atletas.

 

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