Torres Novas | Município garante que glifosato será retirado apesar de contrato com a SUMA

Foto: D.R./Google Images

Na reunião camarária de Torres Novas de 25 de junho e na sessão de assembleia municipal de 28 de junho a reutilização pelos serviços contratualizados de limpeza de bermas e valetas do químico glifosato esteve em cima da mesa. Na transição da prestação de serviços da FERROVIAL para a SUMA, depois de um longo processo judicial devido ao concurso público, o município torrejano manteve o caderno de encargos antigo, onde estava previsto o uso de glifosato.

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No entanto a Assembleia Municipal de Torres Novas aprovou em outubro último uma moção pela interdição do uso do químico. Depois do tema ter sido deixado em aberto na terça-feira, sexta-feira o presidente Pedro Ferreira (PS) garantiu ter sido aquele o último dia de utilização de glifosato em Torres Novas.

Na reunião de câmara, a preocupação com a reutilização pelos serviços de limpeza de glifosato foi manifestada logo na parte do público, por um morador a pedir um ponto de situação da questão. Em resposta, o vereador do ambiente, Carlos Ramos (PS), explicou que na transição da FERROVIAL para a SUMA se manteve o mesmo caderno de encargos, onde a utilização do químico estava ainda prevista.

“Estamos num processo de acerto, de negociação”, garantiu o vereador, assegurando que o município não tem interesse de manter o glifosato.

O tema tornou a ser levantado pela vereadora Helena Pinto (BE), lembrando a moção aprovada por unanimidade em assembleia e a necessidade de respeitar essa decisão.

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Na assembleia municipal de sexta-feira foi porém o próprio presidente da mesa, José Trincão Marques (PS), que referiu ter ficado preocupado com a reutilização do químico, afirmando que procurou informação sobre o sucedido junto do executivo e que lhe fora garantido que a situação já estava resolvida. O tema foi também questionado pelas bancadas do Bloco de Esquerda e da CDU, pedindo-se mais esclarecimentos dado que havia avisos de previsão de aplicação do químico em ruas da cidade torrejana.

No seguimento das respostas aos deputados, o presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), explicou a situação do caderno de encargos já contratualizado e do imbróglio judicial que envolveu a FERROVIAL e a SUMA, que afetou o serviço de limpeza em Torres Novas durante vários meses. Não querendo gerar mais problemas na transferência dos serviços entre empresas, comentou, manteve-se o mesmo caderno de encargos, que incluía o glifosato, embora se tenha procurado discutir de imediato a sua retirada.

Em declarações ao mediotejo.net, Pedro Ferreira explicou que face a esta situação será necessário agora o município fazer um aditamento ao contrato com a SUMA e “acertar valores” para que o glifosato seja retirado definitivamente de Torres Novas. O presidente preferiu não adiantar quais os valores em causa para que a SUMA substitua o produto, mas garantindo que foi efetivamente interrompida a utilização do químico na sexta-feira.

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