Torres Novas | Interior da Igreja do Carmo precisa “com urgência” de intervenção

Santa Casa das Misericórdias de Torres Novas conseguiu um financiamento do Estado para rebocar o exterior da Igreja Foto: mediotejo.net

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas obteve um financiamento do Estado para realizar as obras de reboco exterior da Igreja do Carmo, uma intervenção orçada em 99.342 euros. Na terça-feira, 23 de abril, o Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, participou na sessão de assinatura do protocolo que vai apoiar em 50% a obra. Na sua intervenção, porém, o provedor da Santa Casa da Misericórdia torrejana, António Gouveia, alertou que a igreja precisa também de uma requalificação urgente no seu interior.

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O Estado abriu uma linha de financiamento ao associativismo, que comparticipa projetos até 50%. Em Torres Novas a Misericórdia conseguiu ver aprovado o financiamento do novo reboco da Igreja do Carmo, estrutura anexa ao edifício do Convento do Carmo, sendo que o município torrejano se disponibilizou para apoiar o restante montante.

Secretário de Estado das Autarquias Locais participou na sessão Foto: mediotejo.net

No seu discurso, António Gouveia referiu, porém, que o interior da Igreja do Carmo “precisa com urgência de intervenções”, uma vez que se encontra bastante degradado. A instituição obteve agora este financiamento, mas em 2015 já gastara 150 mil euros na reparação do telhado. O projeto para o interior do templo está a ser elaborado, manifestando o responsável a esperança de obter apoio futuro nesta requalificação.

Em declarações à comunicação social, António Gouveia explicou que a Igreja do Carmo é um edifício do século XVI classificado como Monumento de Interesse Público e parte integrante do vasto património edificado da instituição. Neste momento a Misericórdia encontra-se a remodelar a Casa de Repouso Visconde de São Gião, obra de cerca de 3 milhões de euros, pelo que não tem condições de avançar já com o projeto de requalificação da Igreja.

O edifício, que permanece aberto ao culto, encontra-se no entanto a degradar-se, tendo sido já na sequência de várias infiltrações que se mudou o telhado há quatro anos. Toda a parte elétrica precisa de ser modificada, enumerou, o soalho regista vários problemas, assim como a pintura. “Precisa de uma reabilitação profunda”, na ordem do meio milhão de euros, que a Misericórdia não tem atualmente condições de assegurar, explicou.

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A Misericórdia de Torres Novas tem três igrejas classificadas e várias capelas no seu património. A Igreja do Carmo foi parte integrante do Convento do Carmo, estrutura usada como Hospital até ao 25 de abril, altura em que foi nacionalizada, tendo sido posteriormente cedida ao município de Torres Novas.

Da parte da Câmara de Torres Novas, o presidente Pedro Ferreira (PS) deixou a garantia que o município irá tomar em consideração a componente em falta para pagar o reboco da Igreja.

Já Carlos Miguel reconheceu o valor do património das Misericórdias, “que faz parte da vida das pessoas”, assim como a iniciativa imediata da Câmara Municipal em ajudar a suportar os restantes custos da obra.

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