Torres Novas | Gala de Solidariedade do CRIT encheu Teatro Virgínia com magia (c/vídeo)

Momento alto da Gala da Solidariedade do CRIT. Foto: mediotejo.net

Terminou em apoteose a Gala de Solidariedade do CRIT – Centro de Reabilitação e Integração Torrejano, espetáculo que esgotou a capacidade do Teatro Virgínia, em Torres Novas, na noite de 2 de novembro, à semelhança do que aconteceu nas quatro anteriores edições.

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De pé e com os braços no ar, as cerca de 600 pessoas que enchiam a sala de espetáculos entoaram em uníssono o refrão da música Hey Jude, dos Beatles, na versão dos The Peakles, banda de Almada que só toca covers do famoso quarteto de Liverpool. Isto enquanto no palco se juntavam as dezenas de artistas que animaram uma noite especial e emocionante que durou mais de duas horas.

A abrir o serão estiveram bailarinas da Escola de Dança Rita Assis e instrumentistas do Conservatório de Música do Choral Phydellius, que interpretaram e dançaram em conjunto o tema “Hallelujah”, do cantor e compositor Leonard Cohen. Se já por si o tema é tocante, tornou-se ainda mais emocionante quando alguns utentes do CRIT, mesmo em cadeiras de rodas, se juntaram à coreografia.

Depois, foram passando pelo palco a cantora Ágata, os fadistas Nuno da Câmara Pereira e Ana Lains, atuações entrecortadas com apontamentos de magia por Zé Mágico, uma novidade nas galas. Seguiram-se o ator João de Carvalho, que interpretou magistralmente o Fado Falado, o mágico André Lopes, o músico Berg e o cantor e padrinho do CRIT Telmo Miranda.

Momentos a realçar e que galvanizaram o público foi a interpretação da “Canção de Embalar”, de Zeca Afonso, pela fadista Ana Lains, a atuar descalça.

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Surpresa da noite foi preparada por Berg, que conseguiu colocar os apresentadores José Carlos Pereira e Marta Viveiros a interpretar o tema de Rui Veloso, “Anel de Rubi”.

Momento alto da Gala da Solidariedade do CRIT. Foto: mediotejo.net

Entre os embaixadores deste ano, a atriz Vera Mónica e o radialista Vitor Martins marcaram presença e tiveram oportunidade de agradecer a deferência da nomeação e enaltecer o trabalho do CRIT. Ausente por motivos de saúde esteve o apresentador Eládio Clímaco, que deixou uma mensagem áudio de solidariedade e apreço.

5.a Gala de Solidariedade do Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (CRIT) no Teatro Virginia em Torres Novas

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 2 de novembro de 2019

O médico e ator José Carlos Pereira, ali na qualidade de apresentador do espetáculo, fez questão de agradecer a forma como foi recebido em Torres Novas, cidade onde está a trabalhar na unidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo e onde vai permanecer pelo menos mais um ano.

Já na parte final da noite e antes da galvanizante atuação dos The Peakles, subiram ao palco a presidente do CRIT, Corina Lopes, e o presidente da Câmara, Pedro Ferreira.

“É uma emoção muito grande ver que temos tantos amigos”, começou por dizer Corina Lopes, que agradeceu aos participantes no espetáculo, aos patrocinadores, ao público, ao funcionários do CRIT e aos utentes.

Fez referência aos fundadores da instituição há cerca de 42 anos, o atual autarca Pedro Ferreira, e Mário Jorge Duarte. Aos colaboradores elogiou o “trabalho muito meritório, que exige muito esforço físico e emocional para proporcionar o bem-estar àqueles que serão sempre os “nossos meninos””. Fez uma referência especial à colaboradora Dulce, das Lapas, que morreu uns dias antes, vítima de doença prolongada.

Pedro Ferreira, ali na dupla qualidade de presidente da Câmara e fundador do CRIT, lembrou como há 42 anos se criou uma instituição que começou por apoiar apenas crianças deficientes e hoje abrange utentes de todas as idades numa dezena de valências.

“O CRIT partiu do zero e sendo um processo difícil no início tornou-se relativamente fácil, graças ao apoio de muita gente (em pouco tempo conseguiu-se juntar 7 mil sócios), eu limitei-me a conduzir o barco”, disse o autarca, falando num percurso de “42 anos de sucesso e solidariedade social”.

Apresentores com o Presidente da Câmara e a Presidente do CRIT. Foto: mediotejo.net

Com 116 trabalhadores, o CRIT dá resposta a cerca de 600 utentes semanais. Na residência para pessoas portadoras de deficiência estão 24 e há uma lista de espera de mais de 20, revelou Corina Lopes. No Centro de Atividades Ocupacionais são 84 os utentes e a lista de espera também já ultrapassa as duas dezenas.

Trabalhando nas áreas da deficiência, da pobreza e da exclusão social, o CRIT acolhe utentes não só do concelho de Torres Novas, mas também de municípios vizinhos como Entroncamento e Alcanena, autarquias que se fizeram representar na gala pelo vice-presidente Carlos Amaro e pela presidente Fernanda Asseiceira, respetivamente.

Em declarações ao mediotejo.net Corina Lopes deu conta da “preocupação permanente que é a estabilidade financeira da instituição que permita continuar a sua atividade”.

Mais uma vez, a casa cheia na Gala da Solidariedade encheu de orgulho e motivação os dirigentes do CRIT. “É uma alegria, todos os anos que as pessoas aderem. Aliás, em todas as causas em que apostamos temos sempre o apoio da comunidade, das empresas, da autarquia. Estamos muito gratos a todos os que nos apoiam e que nos dão forças para continuar”, concluiu.

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