Torres Novas | Cidade vai ter novo bairro com 180 apartamentos junto ao Hospital

Cidade de Torres Novas vai ter um novo bloco com 180 apartamentos. Foto: DR

O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), anunciou na reunião camarária pública de 2 de abril, terça-feira, que virá a uma próxima sessão o loteamento dos terrenos em torno do Hospital de Torres Novas. Este é um processo com cerca de duas décadas que acompanhou as negociações para a construção da unidade hospitalar e que será agora dividido em duas fases, devendo ultrapassar o milhão de euros para o município.

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Quando concluído, no âmbito de uma iniciativa privada, o projeto existente prevê a edificação de 16 blocos de seis pisos, num total de 180 apartamentos, numa zona apetecível da cidade que criará todo um novo bairro. O caso passou pelos tribunais, mas o município está satisfeito em ver finalmente avançar o processo.

Segundo explicou Pedro Ferreira ao mediotejo.net, no decorrer das negociações, na transição do século, para a construção do Hospital de Torres Novas, foram estabelecidos um conjunto de protocolos com os proprietários dos terrenos. Um das contrapartidas para uma das famílias proprietárias era o município viabilizar um loteamento para 16 blocos com seis pisos, o equivalente a 180 apartamentos. “A Câmara Municipal faria as infraestruturas: pavimentos, passeios, iluminação pública, etc”, recordou o presidente.

O autarca explicou que na altura o contexto económico era outro, assim como o acesso a fundos pelas Câmaras, o que terá gerado o otimismo, mas o projeto foi-se perdendo no tempo. A família em causa acabou por levar o caso ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, processo judicial que terminou num acordo entre as partes: enquanto não houvesse loteamento, o município ficava obrigado a pagar 5 mil euros por mês aos lesados.

O município tentou avançar em 2018 com o loteamento, mas não conseguiu, referiu. Face às novas negociações, a Câmara comprometeu-se a avançar com a primeira fase das obras prometidas há 20 anos até dezembro de 2019 ou março de 2020, num investimento inicial que rondará os 600 mil euros (incluindo IVA).

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A segunda fase, explicou o presidente, já vai exigir que a própria família inicie os procedimentos para a construção dos blocos de apartamentos.

“É uma nova cidade”, constatou, como a respetiva receita em Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) daí recorrente. O presidente manifestou-se assim satisfeito com a situação, não obstante todo o histórico do caso.

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