Tomar | Olaias da Rua dos Arcos vão ser abatidas com substituição imediata

A Câmara de Tomar esteve a analisar, na reunião de executivo municipal desta segunda-feira, 11 de junho,  o estudo de avaliação do estatuto biomecânico e fitossanitário de 58 olaias na Rua dos Arcos, elaborado pela empresa “Planeta das Árvores”. O mesmo plano prevê o abate de 27 árvores, a poda de manutenção em 19, e a poda de redução de copa em 12 árvores, com a presidente da autarquia, Anabela Freitas a garantir que todas as árvores abatidas serão substituídas por espécies idênticas, no imediato.

O mesmo acabou por ser aprovado por maioria, com os votos conta dos vereadores do PSD que fundamentaram a sua posição através de uma declaração de voto.

O assunto motivou ainda a presença, na reunião pública, de um grupo de tomarenses que se assumem contra “o abate das árvores numa das ruas mais emblemáticas da cidade, em especial quando as olaias se encontram em flor na primavera”. Os munícipes quiseram estar presentes na reunião, a fim de perceberem qual seria a posição da autarquia em relação a este assunto.

Vereadores do PSD são contra o abate das olaias na Rua dos Arcos Foto: mediotejo.net

Segundo a vereadora do PSD, Célia Bonet, este ponto deveria ser retirado da ordem do dia, uma vez que “carece de um estudo mais profundo, com mais opiniões muito bem fundamentadas, havendo alternativas ao abate das árvores.

“Esta proposta da Srª Presidente de permitir a empresa Planeta das Árvores de proceder ao abate de 27 olaias não está, quanto a nós, suficientemente fundamentada”, começou por referir.

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“Não podemos permitir abater qualquer árvore sem ter a certeza de que não existe outra solução para a mesma. O que dizer de abater de quase três dezenas de árvores?
Elas são essenciais para manter a harmonização da temperatura, o equilíbrio ecológico e a promoção da biodiversidade”, referiu a vereadora do PSD.

Também Américo Costa, ambientalista do grupo Aqua, interveio sobre este assunto solicitando “bom-senso, discernimento e moderação” e que a intervenção possa ser feita em “quatro, cinco anos e não de uma vez”.

A presidente da câmara, Anabela Freitas (PS) explicou que o que está previsto é a requalificação da rua e tratar as árvores que estejam doentes, procedendo à poda de manutenção e poda de redução da copa. Disse ainda que há um conjunto de árvores que foram cortadas, antes do PS estar na câmara, e que têm de ser repostas.

Sublinhou também que o estudo aponta para o abate de 27 árvores mas não quer dizer, na realidade, que seja necessário abater todas. “O processo será faseado, cada árvore que for abatida, será substituída por outra da mesma espécie”, disse.

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