Tomar | Fecho da Escola Infante D. Henrique abordado na reunião do executivo

Reunião do executivo municipal de Tomar. Foto: mediotejo.net

O tema da Educação marcou os momentos iniciais da reunião do executivo camarário de Tomar de segunda-feira, dia 13 de maio. A falta de condições da Escola Infante D. Henrique voltou a ser destacada pela presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS), reiterando a posição de que “a escola é para fechar”. A bancada do PSD não se opõe ao fecho da escola, mas defende que se deve evitar uma tomada de decisão “precipitada”.

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O fecho da Escola Infante D. Henrique marcou o início da reunião de câmara desta segunda-feira. O tema foi abordado em primeiro lugar pela presidente da autarquia, que voltou a sublinhar a falta de condições do estabelecimento de ensino e a defender que os alunos sejam transferidos para a Escola de Santa Iria. Anabela Freitas acrescentou que o município assegura todas as condições para que a mudança ocorra no próximo ano letivo.

No entanto, destacou, este não é o único cenário e caberá ao agrupamento decidir se a transição ocorre apenas no ano letivo de 2020/21. “A escola é para encerrar”, afirmou a autarca, antes da palavra ser passada aos vereadores do PSD que se pronunciaram sobre a questão, começando pela intervenção de Célia Bonet em que referiu que o seu partido nunca se opôs ao encerramento do estabelecimento de ensino.

A crítica surgiu pela forma como o processo decorreu, resultando numa decisão precipitada e sem o devido diálogo entre as partes interessadas. Uma posição corroborada pelo vereador José Delgado ao defender que a decisão deve ser tomada de forma ponderada, resultando numa “resolução para 20, 30 anos e não para 6 meses”.

O baixo número de estudantes no concelho não foi esquecido pelo PSD, tendo Célia Bonet afirmado que “não é viável manter escolas abertas com poucos alunos” e destacado que o Jardim de Infância Raúl Lopes tem condições piores que a Escola Infante D. Henrique.

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Anabela Freitas respondeu à última questão com referência à decisão de se dar prioridade às obras associadas ao 1º ciclo, nomeadamente por exigirem um investimento menor.

Escola Infante D. Henrique. Foto: DR

O vice-presidente Hugo Cristóvão também interveio neste âmbito, referindo que a mudança de 5 para 2 agrupamentos deixou a “pior herança” em termos de instalações para o Agrupamento de Escolas Templários. Este acrescentou que as infraestruturas da Escola Infante D. Henrique não permitem uma empreitada que a equiparasse a outros estabelecimentos de ensino do concelho, por exemplo, no que respeita à construção de um pavilhão gimnodesportivo.

Ponto confirmado por Anabela Freitas ao mediotejo.net no final da reunião, assim como a transformação da EB23 Santa Iria em EBI, ou seja, Escola Básica Integrada. Segundo a presidente, o encerramento da Escola Infante D. Henrique é competência do município, mas o mesmo não acontece com a organização dentro do agrupamento, competindo ao mesmo a decisão de quando transferir os alunos.

A mesma acrescenta que “não faz sentido termos instalações com todas as condições – inclusive um pavilhão gimnodesportivo, um bom refeitório, condições de insonorização e condições térmicas – que não a ser utilizadas na sua capacidade máxima e, por outro lado, termos um conjunto de 180 crianças que estão a ocupar uma escola sem este tipo de condições”.

O anúncio do fecho da Escola Infante D. Henrique tem gerado reações de todos os quadrantes sociais e políticos do concelho nos últimos tempo e motivou a Assembleia Municipal temática dedicada ao tema da Educação.

A sessão extraordinária deste órgão deliberativo realiza-se esta terça-feira, a partir das 20h30, na Biblioteca Municipal Dr. António Cartaxo da Fonseca.

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