Tomar: Família de etnia cigana já mora no Bairro 1.º de Maio

Uma família de etnia cigana, composta por um casal e os seus dois filhos menores, já se mudou para o n.º 14 da Rua de Santo António no Bairro 1.º de Maio no passado fim-de-semana. É a primeira vez que uma família do acampamento do Flecheiro se muda para este bairro de habitação social. O agregado concorreu ao concurso de habitação social, que todos os anos é promovido pela autarquia, e ganhou o direito à habitação de forma legítima, garante o vereador da Acção Social, Hugo Cristóvão.
O mesmo referiu, na reunião de 23 de novembro que, neste momento, “a família já está a morar no bairro e a situação está normalizada”,  considerando que a questão só foi empolada porque envolvia elementos de etnia cigana. “Já existiram outras situações idênticas (de casas que são vandalizadas) e que não foram notícia”, referiu perante o olhar perplexo dos vereadores do PSD, João Tenreiro e Beatriz Schulz.
Hugo Cristóvão explicou que os desacatos registados foram protagonizados por “um grupo de jovens, muitos dos quais que nem sequer vivem no bairro”. Os moradores  – este bairro é composto por cerca de 100 habitações – também se queixam do comportamento destes jovens que ali causam distúrbios, acrescentou.
Contou que esteve no bairro a falar com um conjunto de moradores mas que igualmente tem conversado com alguns desses jovens. Em relação aos estragos, Hugo Cristóvão referiu que não tiveram a dimensão de destruição que chegou a ser falada e que os próprios serviços camarários, na segunda-feira seguinte aos atos de vandalismo, conseguiram arranjar tudo.
O vereador Pedro Marques, dos Independentes por Tomar, considera que os incidentes no Bairro 1.º de Maio devem constar dos assuntos a debater no âmbito do Conselho Municipal de Segurança. Também o vereador João Tenreiro (PSD) referiu que “não vale a pena meter a cabeça na areia como a avestruz” e deve-se reconhecer o problema de insegurança que existe em Tomar. “o acampamento do Flecheiro e o Bairro 1.º de Maio sempre foram focos de insegurança. Misturar  os dois só dá choque”, advertiu.

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