Tomar | Bons Sons, já se “vive a aldeia”

Virgem Suta no Bons Sons 2017. Foto: mediotejo.net

A oitava edição do Festival Bons Sons começou numa sexta-feira 11, mas o 13 não deixou de estar presente. Descansem, não foi o azar que andou por Cem Soldos, foram as primeiras 13 propostas do cartaz que começou cedo com “música para crianças” e terminou de madrugada ao som da música eletrónica dos Groove Salvation. E há mais outras tantas diariamente até dia 14.

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Os campos de campismo, o pago e o gratuito, começaram a receber os primeiros ocupantes e a aldeia foi enchendo ao longo das 17 horas que intervalaram os dois momentos. Pouco depois de almoço, o Palco MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria) deu o mote aos restantes sete com a música tradicional portuguesa, clássica e folk dos Band’Olim e os temas de Fausto, Zeca Afonso e originais dos Singulalugar.

Os festivaleiros continuaram a chegar durante a primeira tarde do Bons Sons, enquanto o Palco Giacometti recebia Surma (Débora Umbelino), a one-woman-band, e os Whales, banda revelação marcada pelos sons do rock e da eletrónica. No auditório houve dança com a dupla de performers Ana Jezabel & António Torres e Manuel Fúria e os Náufragos atuaram no palco Tarde ao Sol.

Tomar | Bons Sons, já se “vive a aldeia”
Porta Igreja e Glockenwise no Palco Eira. fotos: mediotejo.net

A noite trouxe a enchente e o início das filas para o jantar, que estavam mais calmas quando os sons eletrónicos dos Holy Nothing se começaram a ouvir a partir do Palco Lopes-Graça. Por aqui passaram mais tarde os Virgem Suta, que brindaram o público com a música e literalmente.

Os concertos neste palco foram intercalados com os do Palco Eira, assegurando que a multidão se mantinha em movimento. Os Glockenwise e as suas influências indie foram os primeiros a passar pelo palco mais próximo da Porta da Igreja e no primeiro momento de sábado teve-se a companhia do rock e pop dos Capitão Fausto.

A madrugada continuou com o ritmo dos Thunder&Co. e Groove Salvation no Palco Aguardela enquanto a multidão começava a dispersar, enchendo o campismo e esvaziando os estacionamentos. Uns regressam, outros chegam e há quem só saia de Cem Soldos no próximo dia 14, segunda-feira, para “viver a aldeia” até ao último minuto do Bons Sons.

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Virgem Suta no Palco Lopes-Graça. fotos: mediotejo.net

No Palco Lopes-Graça, a 12 passam a dupla Medeiros/Lucas com uma sonoridade que puxa a reflexão sobre a essência do ser humano e Né Ladeiras, figura icónica que se afirma em nome pessoal depois dos tempos da Brigada Victor Jara. No domingo, 13, surge o rock progressivo de José Cid, que recorda o álbum “10.000 anos depois entre Vénus e Marte”, e o fado de Paulo Bragança. A semana começa com Rodrigo Leão e Frankie Chavez.

À antiga eira, que dá nome ao palco destinado à nova musica portuguesa, chegam no segundo dia, o kuduro e o rock dos Throes + The Shine, passando para a unicidade de Samuel Úria e o ritmo próprio dos Orelha Negra a 13 e reservando para o último dia o rock’n’roll dos The Poppers e a fusão da música lusófona e eletrónica dos Octa Push.

O palco MPAGDP recebe os cantautores Lucía Vives e João Raposo e o saxofone de Filipe Valentim no dia 12. No domingo é a vez da performance audiovisual de Sampladélicos (Sílvio Rosado e Tiago Pereira) e dos Moços da Vila com o cante alentejano. As Moçoilas chegam no último dia para divulgar o canto algarvio, tal como os Sanct’Irene Ensemble com a mesma missão ligada à região de Santarém.

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Artesanato e Igreja de S. Sebastião. Fotos: mediotejo.net

Os espetáculos no Palco Tarde ao Sol trazem no segundo dia do Bos Sons a música acústica, o folk e canção de autor influenciadas pelo jazz, o rock, o pop e a bossa nova dos Les Saint Armand, os dispositivos musicais da “Phobos, Orquestra Robótica Disfuncional” de Sonoscopia a 13 e o jazz do trio LST a 14.

O Palco Giacometti, no Largo de São Pedro, recebe No dia 12 é a vez das origens alentejanas e algarvias de Filipe Sambado, do universo feminino presente nos temas de Señoritas e do concerto de celebração dos 25 anos do álbum “Mutantes S21” dos Mão Morta. A 13 viaja-se com Captain Boy levando a guitarra a tiracolo, que dá lugar ao folk e música eletrónica de Joana Barra Vaz. As duas guitarras que tocam no dia 14 pertencem a Marco Luz e a Valter Lobo.

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Movimento nas ruas e Thunder&Co no Palco Aguardela. Fotos: mediotejo.net

Os espetáculos de dança voltam ao auditório com a dupla de performers Lander & Jonas no sábado e a bailarina e coreógrafa Carlota Lagido, no domingo. Na segunda-feira, há cinema com duas sessões do “Curtas em Flagrante” e a exibição do documentário “Os Cantadores de Paris – Autópsia de uma Montagem”.

Os concertos de bandas emergentes vão continuar pelo Palco Garagem e as últimas horas de cada dia voltam a ser passadas no Palco Aguardela ao som do projeto Ballroom a 12, Txiga e a dupla Celeste/Mariposa a 13 e Rodrigo Affreixo a 14.

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