Tomar | Bons Sons: 10 edições, 10 palcos e muita música. Conheça o programa!

Este ano, o festival chega à décima edição e partilhamos o programa que comemora o número redondo com mais de 50 concertos em 10 palcos, entre os dias 8 e 11 de agosto. Foto: DR.

A aldeia de Cem Soldos parece renovar-se de cada vez que ali é apresentada uma nova edição do Bons Sons. As caras e as casas são as mesmas, mas a estas juntam-se as novidades reveladas nos recantos das ruas, entre música e gastronomia. Este ano, o festival chega à décima edição e partilhamos o programa que comemora o número redondo com mais de 50 concertos em 10 palcos, entre os dias 8 e 11 de agosto.

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Os primeiros festivaleiros de 2019 a chegar, muitos de tenda às costas, são recebidos na noite de 7 de agosto com a atuação dos Cosmic Mass, banda vencedora do Festival Por Estas Bandas. A partir daí são 10 os palcos invadidos pela música entre o momento da abertura com a Orquestra Filarmónica Gafanhense e a festa de encerramento com Moullinex. Quatro dias com mais de 50 concertos e diversas novidades.

Uma delas é que também se celebram os 13 anos de festival e a organização convidou 13 bandas para regressarem a Cem Soldos. Resposta afirmativa e três palcos vão receber os concertos dos Diabo na Cruz e das duplas First Breath After Coma e Noiserv, Glockenwise e JP Simões, Joana Espadinha e Benjamim, Lodo e Peixe, Sensible Soccers e Tiago Sami Pereira e Sopa de Pedra e Joana Gama.

Luísa Sobral atua no Palco Zeca Afonso. Foto: Marta D’Orey

Outra são os dois novos palcos, que receberam nomes de figuras de vulto da música nacional. O Palco António Variações vai surgir onde existiu o Palco Eira em edições anteriores e é dedicado à nova música portuguesa. Por aqui vão passar Joana Espadinha & Benjamim e X-Wife no dia 8, Scúru Fitchádo e Paraguai no dia 9, Glockenwise & JP Simões e Baleia Baleia Baleia no dia 10 e Sensible Soccers & Tiago Sami Pereira e Tape Junk no dia 11.

Palco Carlos Paredes é a nova designação do palco no interior da igreja, anteriormente conhecido por Palco MPAGDP. Este vai receber projetos musicais em que os instrumentos se reinventam e passam por aqui Francisco Sale no dia 8, Rui Souza com o projeto Dada Garbeck no dia 9, Valente Maio no dia 10 e Ricardo Leitão Pedro no dia 11.

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Fora da igreja mantém-se o Palco Amália, que recebe Senza no dia 8, Afonso Cabral no dia 9, Três Tristes Tigres no dia 10 e Ricardo Toscano & João Paulo Esteves da Silva no dia 11.

Atuação ao vivo de Mano a Mano, que também atuam no festival. Foto: mediotejo.net

O Palco MPAGDP (Música portuguesa a Gostar Dela Própria) não desaparece e foi transferido para o Lagar da aldeia. Ao longo dos quatro dias recebe Carlos Batista e Vénus Matina no dia 8, Cal e Adélia no dia 9, Mil Folhas e Pequenas Espigas no dia 10 e Telma e Vozes Tradicionais Femininas no dia 11.

Um ambiente intimista igualmente encontrado no Auditório Agostinho da Silva, que é palco das propostas artísticas da Associação Materiais Diversos e das sessões de cinema das Curtas em Flagrante.

O Palco Zeca Afonso, uma das novidades da edição de 2018, apresenta-se renovado e é aqui que a Orquestra Filarmónica Gafanhense interpreta 10 temas, um por cada edição do Bons Sons, para assinalar a abertura do festival, no dia 8.

No dia 9 passam por aqui as duplas First Breath After Coma & Noiserv e Lodo & Peixe, no dia 10 é a vez de Stereossauro e Miramar e no dia 11 Luísa Sobral e Sopa de Pedra & Joana Gama.

Os X-Wife sobem ao novo Palco António Variações. Foto: mediotejo.net

Os 35.000 visitantes, número que a organização estabeleceu este ano para assegurar maior segurança e conforto (anteriormente era 40.000), vão encontrar os palcos Lopes-Graça, Giacometti e Aguardela nos locais do costume. O mesmo acontece com as atividades paralelas ao programa, pensadas para os mais novos e as famílias, que se vão realizam ao longo dos quatro dias no Armazém.

Ali perto, do outro lado da rua, as bandas emergentes voltam a ter lugar cativo no Palco Garagem.

Budda Power Blues & Maria João passam pelo Palco Lopes-Graça. Foto: Bons Sons

Na praça principal voltam a ser montados os palcos Lopes-Graça e Aguardela. Pelo primeiro passam Diabo na Cruz e Fogo-Fogo no dia 8, Budda Power Blues & Maria João e Helder Moutinho no dia 9, Tiago Bettencourt e Pop Dell’Arte no dia 10 e Júlio Pereira e Dino Santiago no dia 11.

O segundo volta a receber os últimos momentos musicais dos dias que, no dia 8 têm o ritmo do Dj João Melgueira, a 9 do Dj Narciso, a 10 do Dj Ride e a 11 o de Moullinex.

Os jornalistas durante a apresentação da décima edição do festival. Foto: mediotejo.net

O programa fica completo com os concertos no palco Palco Giacometti, no Largo de São Pedro, que simboliza a nova parceria entre o Sport Clube Operário de Cem Soldos (SCOCS) e o INATEL. Aqui atuam Raquel Ralha & Pedro Renato e Mano a Mano no dia 8, Gator, The Alligator e Sallim no dia 9, Jorge da Rocha e Tiago Francisquinho no dia 10 e Pedro Mafama e Galo Cant’ás Duas no dia 11.

Os pormenores da décima edição foram apresentados aos jornalistas na manhã que começou na praça principal se foi seguindo rumo ao lagar com direito a saborear iguarias gastronómicas e a música ao vivo de Mano a Mano e de Sallim. Foi no último local, depois das revelações que conversámos com Luís Ferreira, uma das caras mais visíveis do Bons Sons, nomeadamente sobre o Manifesto da aldeia que marca esta edição.

Tiago Bettencourt passa pelo Palco Lopes-Graça. Foto: Bons Sons

A mensagem assenta em dez pontos através dos quais Cem Soldos se define para, segundo Luís Ferreira, “se pensar o país em conjunto”: contemporaneidade do campo, plataforma cultural, planeamento do território, cidadania participativa, envelhecimento ativo, ensino em comunidade, projetos de território, ação sustentável, criação de espaço público e cultura popular. Os debates sobre o tema estão entre as atividades previstas além dos concertos, a par de vídeos comunitários, um percurso artístico e o lançamento de um livro ilustrado.

Muitas novidades a celebrar 10 edições. Um “marco simbólico” encarado com grande expetativa e orgulho pela comunidade de Cem Soldos, diz Luís Ferreira, sublinhando que “temos de estar sempre a ativar e a repensar a forma como fazemos as coisas para que elas continuarem a ser pertinentes”. No entanto, o programa não se faz apenas de novidades e traz de volta 13 dos mais de duzentos músicos que tornaram possível “viver a aldeia” de Cem Soldos desde 2006.

Apresentação do Bons Sons 2019 no Lagar. Foto: mediotejo.net

“No fundo estamos a celebrar com quem esteve connosco”, diz, referindo os concertos para os quais os artistas “foram desafiados a sair da sua bolha de conforto e a criarem algo específico”. Sete momentos entre os muitos pensados nesta décima edição para mostrar que o Bons Sons “é um festival de música portuguesa, mas não é apenas mais um festival de música portuguesa. Aqui acontece algo de especial”.

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