Tomar | Açude do Mouchão com nova construção por questões de “segurança e eficácia”

Foto: CM Tomar

A Câmara Municipal de Tomar encontra-se a proceder a intervenção no açude do Mouchão, reforçando a construção do mesmo, alterando o método tradicional de construção em maio e destruição por altura das cheias em outubro, irá manter-se uma base permanente que resista ao caudal do rio e permita escoamento em tempo de cheia, impedindo a passagem de detritos. O novo procedimento surge na continuidade dos trabalhos de desassoreamento, limpeza e consolidação das margens do rio Nabão na área urbana.

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Em comunicado, a autarquia recorda que o procedimento “tradicional” passaria por “construir em outubro em lugar de destruir”, mas havendo condições favoráveis pelos trabalhos de desassoreamento, limpeza e consolidação das margens do rio, optou o município por efetuar “a cravação de estacas e escoras em madeira de pinho tratado, com aplicação de pedra de enrocamento na sua base, permitindo a passagem do caudal ecológico do rio”.

Por outro lado, vai possibilitar constituir uma “estrutura permanente que permita, em quaisquer condições hidráulicas do rio, executar em maio a represa que conduzirá a água até à roda do Mouchão, podendo esta última ser desmontada em outubro, permanecendo a estrutura base do açude”, lê-se.

Foto: CM Tomar

A nova estrutura de madeira é composta por “estacas e escoras de maior secção do que as tradicionalmente espetadas de forma manual, cravadas através de equipamento mecânico”, levando a crer numa maior resistência, ainda que permitindo o escoamento das águas em caso de cheias ou forte caudal. A estrutura permitirá ainda “reter os troncos e outros detritos” que serão depois removidos com recurso a uma rua, no sentido de evitar a sua acumulação junto à Levada e à Ponte Velha.

Esta mudança de procedimento sucede pelo facto de o município reconhecer que “não era mais viável manter a secular tradição de construção do açude da roda do Mouchão”, em que os açudes eram na sua maioria constituídos por estacaria de pinho, erva e areia e seriam erguidos em maio e destruídos no começo das cheias em outubro, conforme descrito na obra de Fernando de Araújo Ferreira, “Coisas Simples da Terra Tomarense – O Rio, os Açudes e as Rodas” (1976).

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A autarquia entende ter encontrado “uma solução de compromisso” que permite manter o “tradicional aspeto” do açude do Mouchão.

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