A VII edição do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo realizou nos dias 1 e 2 de junho as suas terceiras e quartas etapas, ligando Ortiga (Mação) e Tramagal (Abrantes), no sábado, e Tramagal a Vila Nova da Barquinha, no domingo. O mediotejo.net esteve a acompanhar a peregrinação no Porto da Barca, em Tramagal, local que acolheu dezenas de populares, a exemplo das localidades riberinhas por onde passa a comitiva com a imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo. Este fim de semana cumprem-se mais três etapas, de um total de 15, numa viagem rio abaixo que terminará no dia 23 de junho, em Lisboa.
No domingo, dia 2 de junho, a 4º etapa principiou no Porto da Barca, em Tramagal (10:00) onde o mediotejo.net marcou presença e ouviu José Gaspar e João Serrano, membros da Confraria Ibérica do Tejo, e Vitor Hugo Cardoso, presidente da junta de freguesia de Tramagal, seguindo a peregrinação para Rio de Moinhos (10:30), Amoreira (11:00), Constância (13:30), Praia do Ribatejo (16:00), Tancos (17:30), Arripiado (17:45) e Vila Nova da Barquinha, onde chegou cerca das 19:00, tendo a imagem da Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo ali ficado recolhida até ao dia de hoje.
A 5ª etapa começou esta sexta-feira, dia 7 de junho, com partida de Vila Nova da Barquinha (11:00), e seguindo por Pinheiro Grande (12:30), Porto das Mulheres, em Chamusca (13:30), Azinhaga, na Golegã (15:30), Alpiarça, ao Patacão, (18:30) e a chegada a Vale de Figueira/Barreira da Bica, Santarém, cerca das 20:00, local onde pernoita, seguindo viagem este sábado, dia 8 de junho, pela manhã, rumo a Valada do Ribatejo.

A peregrinação pelo Tejo teve início no sábado, dia 25 de maio, em Santiago de Alcântara, Espanha, e tem este ano 15 etapas, com a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros a passar por 60 localidades ribeirinhas até chegar a Oeiras, 250 quilómetros depois, no dia 23 de junho.
A sétima edição desta manifestação cultural e religiosa é a maior e mais longa de todas, com 15 etapas e paragem em 60 localidades ribeirinhas, e começou a descer o rio no sábado, dia 25 de maio.
Este ano, pela primeira vez, o percurso teve início em Espanha, unindo as populações da nascente à foz do Tejo, entre Santiago de Alcântara e o estuário do rio, em Oeiras, sendo esta I edição ibérica do Cruzeiro pelo Tejo.
A iniciativa é da Confraria Ibérica do Tejo que pretende “projetar os saberes, as tradições e as diferentes culturas e modos de viver o Tejo”, disse Rui Rodrigues, da organização.

A imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo vai descer todo o rio num percurso de cerca de 250 quilómetros durante quase um mês, sempre ao fim de semana, transportada por uma embarcação tradicional (bateira) e por dezenas de populares que se juntam ao cruzeiro no rio e em terra.

A imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo vai descer todo o rio num percurso de cerca de 250 quilómetros durante quase um mês, sempre ao fim de semana, transportada por uma embarcação tradicional (bateira) e por dezenas de populares que se juntam ao cruzeiro no rio e em terra.
A Confraria Ibérica do Tejo refere que o Cruzeiro Religioso e Cultural tem como objetivos específicos “dinamizar a economia local e regional, reforçar a identidade das comunidades, aproximando-as através da partilha cultural e religiosa, aproximar as comunidades do rio Tejo para usufruírem da sua riqueza patrimonial, cultural e natural, e transformar as comunidades ribeirinhas em elementos divulgadores das enormes potencialidades do rio na área do turismo sustentável e das culturas a ele associadas.

A imagem da Nossa Senhora do Avieiros e do Tejo foi consagrada na Catedral de Santarém, pelo bispo de Santarém, e coroada em Vila Velha de Ródão, pelo bispo de Portalegre e Castelo Branco.
Fotos: Jorge Santiago
A organização do VII Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo/I Cruzeiro Ibérico é da Associação Confraria Ibérica do Tejo, e resulta de um conjunto de estudos realizados pelo Instituto Politécnico de Santarém sobre os Avieiros.
C/LUSA





